segunda-feira, 09 fev. 2026

Embaixada do Japão partilha recomendações para sobreviver às cheias em Portugal

Com base na experiência em desastres naturais, a Embaixada do Japão deixa alguns conselhos práticos sobre o que fazer em tempos críticos.
Embaixada do Japão partilha recomendações para sobreviver às cheias em Portugal

A Embaixada do Japão em Portugal partilhou, esta quarta-feira nas redes sociais, conselhos de quem é experiente em desastres naturais.

"Da experiência do Japão, um país de desastres naturais, queremos partilhar algumas dicas para se manter em segurança durante as tempestades e cheias.", pode ler-se na descrição.

"Estamos convosco", refere esta instituição governamental.

Os conselhos, na sua maioria práticos, dirigem-se a todos, e por muito simples que sejam, podem fazer toda a diferença.

O primeiro ponto refere-se ao calçado mais adequado para enfrentar estas situações, muitos pensam que devem usar galochas, mas não, o calçado ideal são ténis. E porquê? "Se a água entrar nas botas, estas tornam-se extremamente pesadas e dificultam a locomoção em caso de emergência. O ideal é usar ténis (sapatilhas) bem ajustados ao pé, que oferecem maior estabilidade e agilidade.", explicam.

O segundo conselho passa por evacuar antes que a água chegue ao nível do joelho. "Quando a água atinge essa altura, a pressão da água torna quase impossível para um adulto caminhar contra a corrente. Se o nível da água subir rapidamente acima dos joelhos enquanto estiver em casa, não tente sair; suba para o andar mais alto da casa (evacuação vertical)."

Outro conselho refere-se ao uso de um "terceiro pé" para caminhar na água. Como um cabo de vassoura ou um guarda-chuva para sondar o chão à nossa frente. "Com as cheias, as tampas dos esgotos podem saltar e ficam invisíveis sob a água suja, criando armadilhas que podem ser mortais."

O último conselho vai para os condutores: "Apenas 30 cm de água em movimento podem arrastar a maioria dos automóveis", refere a embaixada do Japão em Portugal, indicando que "se encontrar uma estrada inundada, não arrisque: volte atrás, não se afogue! ".

Confira a publicação.