Em 2025 mais de 2.7 milhões de chamadas para o INEM foram indevidas

Em 2025, o serviço registou 5.416.444 chamadas, o que representa uma média diária de quase 15 mil contactos. A maioria foi atendida num período aproximado de 11 segundos.
Em 2025 mais de 2.7 milhões de chamadas para o INEM foram indevidas

O número de chamadas feitas para o 112 em Portugal continua a ser elevado, mas apenas uma parte corresponde, de facto, a pedidos urgentes de ajuda. Segundo dados divulgados esta quarta-feira pela PSP, no âmbito do Dia Europeu do 112, só cerca de um terço das ligações recebidas no último ano esteve relacionado com situações reais de emergência.

Em 2025, o serviço registou 5.416.444 chamadas, o que representa uma média diária de quase 15 mil contactos. A maioria foi atendida num período aproximado de 11 segundos. No entanto, apenas 1.432.980 ligações deram origem a pedidos efetivos de socorro, correspondendo a cerca de 3.900 ocorrências por dia.

De acordo com a PSP, cerca de 66% das chamadas foram consideradas indevidas, num total superior a 2,7 milhões. Muitas destas ligações resultaram de enganos, chamadas acidentais feitas a partir de telemóveis ou contactos abandonados antes de serem atendidos.

Do total de chamadas recebidas, 78% foram efetivamente atendidas pelos operadores. As restantes 22% dizem respeito a chamadas interrompidas ou fortuitas, conhecidas como pocket calls.

Entre as situações que mais motivaram pedidos legítimos de ajuda, destacam-se os problemas de saúde graves ou acidentes com risco de vida, que originaram mais de 1,2 milhões de chamadas. Seguem-se os alertas para crimes em curso ou recentemente ocorridos, os acidentes rodoviários com feridos e os incêndios de grande dimensão.

A PSP alerta que o uso indevido do número de emergência contribui para o congestionamento das linhas, podendo atrasar o socorro a quem realmente precisa. Por isso, apela à utilização responsável do serviço.

As autoridades lembram que o 112 deve ser usado apenas em casos que envolvam perigo iminente, como situações médicas graves, crimes, incêndios, inundações, deslizamentos de terras ou acidentes rodoviários com vítimas.

Também a localização de crianças e idosos perdidos, especialmente os que participam nos programas “Estou Aqui Crianças” e “Estou Aqui Adultos”, pode justificar uma chamada para este número.

Em situações menos urgentes, a PSP recomenda o contacto direto com a esquadra local ou com os bombeiros da área. Para questões relacionadas com a saúde que não impliquem risco imediato, deve ser utilizado o SNS 24.

Na mesma nota, a polícia reforça ainda a importância de ensinar as crianças a utilizar corretamente o 112, sublinhando que, em caso de emergência, é essencial ouvir com atenção o operador e responder de forma clara e objetiva às perguntas colocadas.

Estes números são tornados públicos num dia em que a chamada de uma criança de nove anos para o INEM tem percorrido a internet como um exemplo daquilo que deve ser feito em caso de emergência.