sexta-feira, 13 mar. 2026

Elevador da Glória. Filhos do guarda-freio ainda sem bolsa escolar

Câmara Muncipal de Lisboa reconheceu que, seis meses depois do acidente no Elevador da Glória, ainda não foi paga a bolsa escolar destinada aos filhos de André Marques, nem lhes foi assegurado o apoio psicológico devido
Elevador da Glória. Filhos do guarda-freio ainda sem bolsa escolar

A bolsa escolar destinada aos filhos do guarda-freio que morreu no acidente do Elevador da Glória, há meio ano, ainda não foi paga, reconheceu esta quarta-feira a Câmara Municipal de Lisboa.

O executivo liderado por Carlos Moedas reconheceu, em reunião camarária, que, seis meses depois do acidente no Elevador da Glória, ainda não foi paga a bolsa escolar destinada aos filhos de André Marques, nem lhes foi assegurado o apoio psicológico devido.

O elevador da Glória, no centro de Lisboa, descarrilou no dia 3 de setembro, com uma das duas cabinas a embater violentamente contra um edifício, provocando 16 mortes e mais de 20 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.

Meio ano depois do descarrilamento, os processos de apoio às vítimas e seus familiares continuam em desenvolvimento por parte da seguradora da Carris, a Fidelidade, que indicou que já foram celebrados acordos indemnizatórios.

"Os processos encontram-se atualmente em diferentes fases de regularização, em função da natureza e da evolução clínica de cada situação: em alguns casos, foram já celebrados acordos indemnizatórios; noutros, aguarda-se a receção de documentação legalmente necessária para formulação de proposta indemnizatória", indicou fonte oficial da Fidelidade, em resposta à agência Lusa.

A seguradora adiantou que, "em diversas situações relativas a vítimas com lesões corporais", o processo se encontra "ainda em fase de consolidação médico-legal", sendo necessário aguardar a estabilização clínica para avaliação definitiva de eventuais incapacidades e subsequente cálculo indemnizatório.

Sem adiantar dados concretos sobre os apoios já atribuídos às vítimas, a seguradora referiu que, até ao momento, têm sido assegurados e liquidados os encargos devidamente comprovados e enquadráveis nas coberturas aplicáveis, designadamente despesas médicas, hospitalares, farmacêuticas, deslocações, repatriamentos, serviços fúnebres e outras despesas resultantes do acidente.

Lembrando que o capital seguro contratado com a Carris é de 50 milhões de euros, a seguradora disse que "a regularização integral do sinistro será conduzida nos termos legais, com rigor técnico e humano, independentemente do tempo necessário à conclusão de cada processo".

Também à agência Lusa, a empresa municipal Carris, que tem como acionista único a Câmara Municipal de Lisboa, disse que tem estabelecido contactos com as vítimas e/ou respetivas famílias, além do trabalho que está a ser desenvolvido pela seguradora Fidelidade.