Edite tinha sido pedida em namoro horas antes de ser brutalmente assassinada com 6 tiros à queima-roupa

O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira na Avenida de Ceuta. Edite foi morta pelo ex "possessivo" que a ameaçava.
Edite tinha sido pedida em namoro horas antes de ser brutalmente assassinada com 6 tiros à queima-roupa

Edite Silva, uma mulher de 30 anos, no início de uma nova relação, foi violentamente assassinada às mãos do ex companheiro, após ter sido baleada seis vezes.

Numa entrevista à TVI, o atual companheiro, Diogo, revela alguns detalhes. O autor do crime também seria motorista da carris e foi detido graças a uma colega de Edite que sabia que "ele tinha qualquer coisa no Algarve" e tinha os dados pessoais dele porque "pelo contribuinte podemos saber muita coisa sobre a pessoa" e senão fosse isso não seria tão rápido.

A ajuda da amiga vítima terá sido fundamental para a Polícia Judiciária conseguir chegar até ao assassino.

Na noite em que foi morta, Edite tinha sido pedida em namoro. Diogo estava de coração cheio com a mensagem carinhosa que teria recebido por parte da jovem, mas poucas horas depois o coração caiu-lhe aos pés.

"Fui jantar com ela e com os miúdos, fomos comprar o comer, levamos para casa para jantarmos em família e depois fomos dar uma volta os dois. Ela teve comigo até às 11h. Ia levantar-se às 3h30 para ir trabalhar e eu fui dormir de coração cheio, com uma mensagem completamente carinhosa dela. Adormeci por volta da 1h e acordei às 5h com a filha dela a ligar-me: 'Diogo, preciso de ti, preciso de ti, ele matou a mãe, a mãe morreu'", contou.

Edite ia para o trabalho por volta das 4 da manhã, era motorista da carris, mas nem terá chegado ao carro.. Foi imobilizada com dois tiros e o ex-companheiro ainda a atingiu com mais quatro, mesmo em frente a casa onde vivia com os dois filhos menores.

O homem estaria escondido num descampado enquanto esperava que ela saísse de casa.

"Ela ia para as traseiras do prédio, onde tinha deixado o carro e, pelo que me disseram, ela nem chegou ao carro. Nem chegou perto de abrir a porta. Ele deu-lhe logo dois tiros, imobilizou-a, e depois finalizou quando chegou mais perto dela", disse Diogo durante a mesma entrevista.

"Ela acordava com medo, ela via um carro semelhante ao dele e ficava com receio e acho que ninguém merece viver assim. Ele furou-lhe os pneus do carro na sexta-feira.", contou Diogo.

Edite vivia com medo. O ex-companheiro perseguia, ameaçava e enviava-lhe mensagens constantes como: "Se não estás comigo, não estás com ninguém" "Volta para mim, eu não te vou deixar, eu amo-te." "Não aceitava o não."

Edite vivia com o pai, o irmão e os dois filhos, uma menina de 15 anos e um menino de 8 anos. Recentemente terá perdido a mãe.

Infelizmente, Edite entra para a longa lista de mulheres mortas no âmbito do crime de violência doméstica, poucas horas depois de voltar a ter esperança e um sorriso no rosto devido ao atual namorado, Diogo.

Diogo pede justiça, mas afirma que "não há nada que ele possa sofrer que seja semelhante ao que nós estamos a sofrer."

O homem de 36 anos confessou o crime às autoridades e enfrenta a possibilidade de ser condenado a pena máxima.

(foto retirada do facebook "Motoristas do Asfalto")