quarta-feira, 22 jul. 2026

Duas crianças mortas em poucos dias tornam 2026 num dos piores anos de sempre para a violência doméstica

Especialistas alertam que estes casos costumam ir apresentando sinais antes do desfecho trágico.
Duas crianças mortas em poucos dias tornam 2026 num dos piores anos de sempre para a violência doméstica

O ano de 2026 fica marcado como um dos anos mais negros relacionado com a violência doméstica. A morte de uma menina de apenas quatro anos em Santarém no fim de semana elevou para quatro o número de mortes este ano em contexto de violência doméstica. É o registo mais elevado desde 2019.

Os casos mais recentes aconteceram em Vila Pouca de Aguiar e em Santarém.

Lara, de oito anos, foi alegadamente asfixiada pela madrasta em Celeirós, uma zona na Serra da Padrela. Ao que tudo indica, a madrasta terá ido buscar a menina à escola sob o pretexto de que a iria levar a uma consulta. O corpo foi encontrado ainda com a mochila da escola.

O crime terá sido motivado por vingança ao pai da criança.

No passado sábado, uma criança de quatro anos morreu após o pai se ter atirado do oitavo de andar em Santarém com a filha ao colo. A mãe terá assistido a tudo.

O pai da criança estava sinalizado por violênica doméstica desde 2024 e o casal estava a em processo de separação. A menina terá sido usada para afetar a progenitora.

Especialistas alertam que estes casos costumam ir apresentando sinais antes do desfecho trágico: ameaças, comportamentos de controlo, agressividade e a sensação de medo nas vítimas são indicadores que exigem a denúncia e avaliação de risco. A SIC Notícias informa que o Instituto de Apoio à Criança sublinha que qualquer suspeita de violência, seja contra menores ou não, deve ser denunciada. A Linha SOS Criança é uma das vias de denúncia, além das autoridades.