1. No dia 20/02/2026, o Jornal “Nascer do Sol” publicou um texto jornalístico, do qual constava o título “Saudações nazi, slogan hitleriano e mensagem do Chega. Documentário alemão mostra congresso de extrema-direita no Porto”; e um subtítulo (teaser) em que se escreveu com o mesmo destaque do título que: “Miguel Milhão, CEO da Prozis, Afonso Gonçalves, presidente do movimento ‘Reconquista’ e Pedro Frazão, dirigente do Chega, estão presentes no documentário.”
2. Nem Miguel Milhão nem a Prozis integram, apoiam, promovem ou se identificam com qualquer movimento neonazi. A tentativa de colar o nome de Miguel Milhão e da Prozis a tal universo, por via de um “teaser” sensacionalista, constitui um expediente editorial que sacrifica o rigor jornalístico em troca de impacto.
3. O texto é enganador e induz o leitor médio em erro. Ao declarar que Miguel Milhão “está presente” num documentário enquadrado editorialmente por referências a “saudações nazi”, “slogan hitleriano” e “extrema-direita”, o SOL cria, por mera justaposição, uma associação reputacional de contágio que o público inevitavelmente interpreta como proximidade, afinidade ou cumplicidade.
4. Essa associação é falsa e intolerável.
5. O jornal Nascer do Sol não pode esconder-se atrás de ambiguidades: a frase “estão presentes no documentário”, colocada lado a lado com fenómenos descritos como neonazis, funciona como insinuação deliberada.
6. Note-se que, no documentário a que o texto jornalístico alude, Miguel Milhão apenas surge numa imagem do podcast em que participou um dos visados. Seria o mesmo que associar o Jornal Nascer do Sol se tivesse entrevistado um dos visados pela reportagem. Inadmissível.
7. A associação reputacional feita pelo Jornal Nascer do Sol é falsa, pois nem Miguel Milhão nem a Prozis integram, apoiam, promovem ou se identificam com qualquer movimento neonazi.
Sem prejuízo do exposto, ficam expressamente reservados todos os direitos, designadamente os emergentes da tutela do bom nome e reputação e da responsabilidade civil por danos patrimoniais e não patrimoniais decorrentes da difusão de formulações editorialmente insinuantes e desproporcionadas.
Sem mais de momento,
Miguel Milhão