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O Dia Internacional da Mulher é celebrado este sábado em vários países com marchas, debates, campanhas e iniciativas públicas dedicadas à igualdade de género e aos direitos das mulheres.
Em cidades da Europa, da América Latina e da Ásia multiplicam-se manifestações, encontros e ações de sensibilização que procuram chamar a atenção para temas como a violência de género, a desigualdade salarial ou o acesso a oportunidades profissionais.
A data tem raízes no início do século XX, quando movimentos laborais e organizações feministas começaram a mobilizar-se por melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade de direitos.
A primeira celebração organizada de um “dia da mulher” ocorreu nos Estados Unidos em 1909, ligada a protestos de trabalhadoras. No ano seguinte, a ativista alemã Clara Zetkin propôs a criação de um dia internacional dedicado às mulheres durante uma conferência em Copenhaga.
A comemoração começou a ganhar dimensão internacional em 1911, com manifestações em vários países europeus a exigir direitos políticos e igualdade no trabalho.
A escolha da data de 8 de março ficou ligada a um protesto de mulheres trabalhadoras em São Petersburgo, em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, que desencadeou acontecimentos decisivos da Revolução Russa e acabou por levar à concessão do direito de voto às mulheres naquele país.
O dia ganhou reconhecimento global décadas depois: a Organização das Nações Unidas começou a assinalar oficialmente a data em 1975 e dois anos mais tarde recomendou a sua celebração pelos Estados-membros.
Hoje, o Dia Internacional da Mulher é celebrado em grande parte do mundo como um momento para reconhecer o contributo das mulheres na sociedade e, ao mesmo tempo, lembrar os desafios que persistem na luta pela igualdade.