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A Direção-Geral da Saúde (DGS) reduziu para nível 1 – amarelo o risco do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde, na sequência da descida das temperaturas e da melhoria dos indicadores ambientais e epidemiológicos.
A decisão foi anunciada na segunda-feira à noite, em articulação com a Direção Executiva do SNS, poucos dias depois de a DGS ter elevado o nível de risco para nível 2 – laranja, em todo o território continental, devido às previsões de calor extremo.
Melhoria do tempo motivou desagravamento
Segundo a DGS, a decisão assenta nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontam para uma diminuição das temperaturas máximas e mínimas na generalidade do território e para o levantamento gradual dos avisos meteorológicos por tempo quente.
A autoridade de saúde refere ainda que o Índice Ícaro, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) para avaliar o impacto do calor na mortalidade, apresenta uma tendência de desagravamento nos próximos dias.
De acordo com a DGS, essa melhoria será mais acentuada nas regiões Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo.
Vigilância reforçada mantém-se
Apesar da redução do nível de risco, a DGS explica que o nível 1 – amarelo continua a pressupor uma vigilância reforçada.
Este nível corresponde a uma situação de evento climático extremo provável, com potencial impacto moderado na saúde da população e na procura de cuidados de saúde, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.
Nestas circunstâncias, podem ser reforçadas a vigilância, a comunicação de risco e a prontidão operacional dos serviços de saúde, incluindo ajustes na organização interna sempre que necessário.
DGS mantém recomendações à população
A autoridade de saúde apela à população para continuar a adotar medidas de proteção durante os períodos de calor, nomeadamente:
Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede;
Permanecer em locais frescos ou climatizados sempre que possível;
Evitar a exposição solar nas horas de maior calor;
Evitar esforços físicos intensos durante os períodos de temperaturas mais elevadas;
Dar especial atenção às crianças, idosos, pessoas com doenças crónicas e restantes grupos mais vulneráveis.
A DGS sublinha que, apesar da melhoria das condições meteorológicas, é importante manter comportamentos preventivos para reduzir os efeitos do calor na saúde.