terça-feira, 18 ago. 2026

DGS alerta para risco de afogamentos e divulga guia com recomendações. Crianças e jovens entre os mais vulneráveis

A Direção-Geral da Saúde lançou um guia para prevenir afogamentos e alerta que o calor e a maior procura de praias, rios e piscinas aumentam o risco. Crianças, jovens e pessoas com mais de 50 anos estão entre os grupos mais vulneráveis
DGS alerta para risco de afogamentos e divulga guia com recomendações. Crianças e jovens entre os mais vulneráveis

A Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou esta quinta-feira um guia com recomendações para prevenir afogamentos, alertando que as temperaturas elevadas e a maior procura de praias, rios, barragens e piscinas aumentam a exposição da população ao risco.

Segundo a autoridade de saúde, o calor, a fadiga e a desidratação podem reduzir a perceção do perigo e favorecer comportamentos de risco em meio aquático.

"O calor, a fadiga e a desidratação podem diminuir a perceção do risco e favorecer comportamentos menos seguros em meio aquático", sublinha a DGS.

Afogamento é uma das principais causas de morte entre crianças e jovens

Com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a DGS recorda que o afogamento está entre as principais causas de morte em crianças, adolescentes e jovens adultos, figurando entre as dez principais causas de mortalidade na faixa etária dos 5 aos 24 anos.

No guia, a autoridade identifica como grupos mais vulneráveis:

  • Crianças entre 1 e 4 anos;

  • Crianças e jovens com reduzidas competências de natação;

  • Adolescentes e jovens adultos que adotam comportamentos de risco;

  • Pessoas com 50 ou mais anos;

  • Doentes crónicos;

  • Pessoas sob o efeito de álcool ou substâncias psicoativas.

DGS deixa recomendações para reduzir o risco

Entre os principais conselhos dirigidos à população estão a utilização de praias e zonas balneares vigiadas, o cumprimento da sinalização e das indicações dos nadadores-salvadores e a entrada gradual na água, sobretudo após longos períodos de exposição ao calor.

A DGS recomenda ainda:

  • Evitar nadar sozinho ou em locais isolados;

  • Não consumir bebidas alcoólicas nem substâncias psicoativas antes ou durante atividades aquáticas;

  • Utilizar colete de salvação nas atividades náuticas;

  • Manter uma hidratação adequada e procurar locais de sombra;

  • Confirmar sempre a profundidade da água e a existência de obstáculos antes de mergulhar.

Crianças devem estar sempre à distância de um braço

O guia reforça que as crianças até aos quatro anos devem permanecer sob supervisão direta e permanente de um adulto, "à distância de um braço".

A DGS alerta que essa vigilância nunca deve ser delegada noutras crianças e que os adultos devem evitar distrações, como a utilização do telemóvel ou o consumo de bebidas alcoólicas.

Além disso, recomenda impedir o acesso sem supervisão a piscinas, tanques, poços, rios ou barragens.

Jovens e idosos também exigem cuidados acrescidos

Para os jovens entre os 15 e os 24 anos, a autoridade de saúde aconselha a evitar mergulhos em locais desconhecidos, a não sobrestimar as capacidades físicas ou de natação e a respeitar sempre a sinalização de segurança.

Já às pessoas com mais de 50 anos e aos doentes crónicos é recomendado beber água regularmente, evitar atividades aquáticas após longos períodos de exposição ao calor, entrar gradualmente na água e nunca nadar sozinho.

Afogamento pode acontecer de forma rápida e silenciosa

A DGS alerta ainda que o afogamento é, na maioria das situações, um processo rápido e silencioso, podendo a vítima não conseguir pedir ajuda.

Entre os sinais de alerta estão dificuldade em manter-se à superfície, movimentos descoordenados, cabeça inclinada para trás com a boca ao nível da água, olhar fixo ou desorientado, ausência de resposta e desaparecimento súbito debaixo de água.

Perante uma situação de emergência, a recomendação é manter a calma, alertar de imediato um nadador-salvador, sempre que exista, e contactar o 112.

Segundo dados da Autoridade Marítima Nacional, entre 1 de maio e 31 de julho morreram 17 pessoas nas praias portuguesas, período durante o qual foram realizados 868 salvamentos e 1.606 ações de primeiros socorros.