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Metade da despesa do Serviço Nacional de Saúde com a comparticipação do medicamento Ozempic destinou-se a emagrecimento e não ao tratamento da diabetes tipo 2. A estimativa é da Polícia Judiciária do Porto, que acrescenta que, em cinco anos, a despesa com este medicamento aumentou 258%.
A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã, que revela que esta fraude poderá ter custado mais de 250 milhões de euros ao Estado Português entre 2020 e 2025. Números avançados pelo jornal mostram que a despesa do SNS com a comparticipação deste tipo de medicamentos subiu significativamente: em 2020, a despesa estava nos 23,2 milhões de euros. Aumentou vários milhões em todos os anos seguintes, até chegar a 2025, com 135,5 milhões de euros de despesa.
Este é um medicamento caro, entre os 110 e 115 euros por embalagem que, com a comparticipação do Estado, fica a pouco mais de 10 euros.
Recorde-se que, em fevereiro deste ano o Estado passou a comparticipar o Ozempic para adultos com diabetes tipo 2 e obesidade ou alto risco cardiovascular.
A tendência para usar este medicamento para emagrecer tem crescido cada vez mais em todo o mundo, uma vez que atua no sistema nervoso central e reduz o apetite ao aumentar a sensação de saciedade. A eficácia neste tipo de fins tem levado médicos a receitar o medicamento a não diabéticos que precisam de emagrecer.