sexta-feira, 13 mar. 2026

Depressão Regina traz chuva e vento a Portugal. O que esperar nos próximos dias

Sistema vindo do Norte de África atinge o continente na segunda e terça-feira. Madeira sob avisos laranja devido a rajadas e agitação marítima.
Depressão Regina traz chuva e vento a Portugal. O que esperar nos próximos dias

A depressão Regina vai atingir Portugal na segunda e terça-feira, trazendo chuva e vento ao continente, embora sem efeitos considerados significativos, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O sistema, proveniente do Norte de África, deverá isolar-se durante a tarde de segunda-feira, afetando sobretudo as regiões Centro e Sul com períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes mais intensos e acompanhados de trovoada a partir da tarde.

O vento soprará inicialmente do quadrante Sul, podendo ser forte nas terras altas, rodando depois para Leste e, temporariamente, para Norte na faixa costeira ocidental.

Madeira com vento até 120 km/h

Será no arquipélago da Madeira que a depressão terá maior expressão. O IPMA prevê intensificação do vento a partir de segunda-feira, com rajadas até 110 km/h nas terras altas da ilha. Na terça-feira, o vento poderá atingir os 120 km/h nas zonas mais elevadas, diminuindo gradualmente a partir de quarta-feira.

Estão ainda previstos:

• Aguaceiros frequentes, pontualmente com granizo
• Queda de neve acima dos 1.500 metros na terça-feira
• Agitação marítima forte, com ondas de 4 a 6 metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima

Foram já emitidos avisos laranja para vento e agitação marítima e aviso amarelo para neve na Madeira, que serão atualizados conforme a evolução da situação.

Poeiras do Saara em suspensão

O IPMA prevê também o transporte de poeiras do deserto do Saara, que deverão manter-se em suspensão sobre o território continental até 4 de março.

A chegada da depressão Regina surge após um início de ano marcado por várias tempestades que provocaram vítimas mortais, desalojados e elevados prejuízos materiais em diversas regiões do país. Ainda assim, para já, não são esperados impactos comparáveis com os episódios registados em janeiro e fevereiro.