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A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou, esta terça-feira, que está previsto, para os próximos dias, "um agravamento do estado do tempo em Portugal continental devido à passagem da depressão Kristin", com precipitação intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve.
Num comunicado, enviado às redações, a ANEPC alertou para "períodos de chuva, por vezes forte, ocasionalmente de granizo e acompanhada de trovoada", "vento forte, com rajadas até 120 km/h nas terras altas e até 140 km/h no litoral a norte do cabo Mondego, bem como no interior das regiões Norte e Centro", "agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas até 7 metros, podendo atingir os 14 metros de altura máxima" e "queda de neve acima de 1600 metros de altitude, descendo a cota para 800 metros, prevendo-se acumulações entre 10 cm e 20 cm acima dos 1000 metros de altitude, nas regiões Norte e Centro".
O estado do tempo deverá agravar-se a partir da tarde de hoje, dia 27 de janeiro, e de madrugada, e amanhã dia 28 de janeiro. Por isso é expectável a "ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro" e "de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras".
O piso rodoviário deverá também estar "escorregadio devido à possível formação de lençóis de água ou à acumulação de gelo e/ou neve".
Já IPMA elevou o nível de alerta para vermelho, damitindo que o impacto da tempestade pode ser "catastrófico".
Que medidas preventivas devem ser tomadas pela população?
-Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
-Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
-Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
-Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
-Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
-Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
-Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:
-Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;
-Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;
-Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;
-Nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário;
-Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;
-Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos.
-Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;
-Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;
-Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve;
-Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
-Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
-Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
-Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.