Depressão Ingrid provoca centenas de ocorrências e deixa famílias deslocadas

Queda de árvores, estradas cortadas, inundações e escolas encerradas marcam a passagem da depressão Ingrid por Portugal continental, que já mobilizou milhares de operacionais da Proteção Civil.
Depressão Ingrid provoca centenas de ocorrências e deixa famílias deslocadas

A passagem da depressão Ingrid por Portugal continental já provocou mais de 720 ocorrências relacionadas com o mau tempo, segundo dados divulgados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Entre a tarde de quinta-feira e o final da tarde desta sexta-feira, foram ainda sete pessoas obrigadas a abandonar temporariamente as suas casas.

De acordo com o balanço oficial, os incidentes mais frequentes estão relacionados com a queda de árvores, que representa a maior fatia das ocorrências registadas, seguida da limpeza de vias, quedas de estruturas, inundações e movimentos de terras. As regiões mais afetadas até ao momento são a região de Coimbra, a Área Metropolitana do Porto e a Grande Lisboa.

Para dar resposta às situações registadas, a Proteção Civil mobilizou mais de 2.400 operacionais, apoiados por cerca de mil veículos, num esforço contínuo para repor a normalidade e garantir a segurança das populações.

O mau tempo levou ainda ao encerramento de dezenas de escolas no Norte do país, devido às dificuldades de circulação causadas pela queda de neve, sobretudo em zonas de maior altitude.

Face à previsão de chuva intensa, vento forte, queda de neve e forte agitação marítima, quase todo o território continental encontra-se em estado de prontidão especial, um nível elevado de alerta que se mantém até sábado. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera emitiu vários avisos meteorológicos, incluindo avisos vermelhos, laranja e amarelos, consoante as regiões e os fenómenos previstos.

Também os Açores e a Madeira estão sob avisos devido às condições adversas, com a Proteção Civil a apelar à adoção de comportamentos preventivos, sobretudo nas zonas historicamente mais vulneráveis a cheias, deslizamentos e galgamentos costeiros.