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A associação de defesa do consumidor (DECO) reagiu ao que está a acontecer no concelho de Almada, relacionado com a falha de abastecimento de água, alertando que o problema deve ser resolvido “com urgência”. A associação destaca ainda a prioridade em assegurar o abastecimento em lares e estabelecimentos de saúde.
“A interrupção de um serviço público essencial causa prejuízos graves aos consumidores, pelo que a situação deve ser acompanhada com urgência, tendo em vista o regular abastecimento de água, devendo os consumidores ser compensados pelos danos sofridos”, defende a DECO em comunicado.
A associação garante já ter dado o seu parecer ao Ministério do Ambiente, ERSAR, SMAS de Almada e Câmara Municipal de Almada.
Após as queixas de moradores pela falta de informação que lhes é passada, a DECO sublinha ainda a importância de os SMAS de Almada garantirem informação quanto à “ocorrência, duração e eventuais alterações dos cortes de abastecimento” e assegurar a “continuidade prioritária” de abastecimento a hospitais, lares e outros equipamentos de saúde.
A DECO propõe ainda uma isenção da tarifa fixa no período em que se verificam as falhas no abastecimento, além do alargamento do prazo de pagamento da faturas, com possibilidade de pagamento em prestações. Defende ainda que, caso não exista o pagamento do serviço, não deve haver cortes no abastecimento.
Recorde-se que o concelho de Almada está a sofrer com graves falhas no abastecimento de água. O plano de contingência dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada já foi ativado, com a proibição do uso de água em situações não essenciais.
Este problema está a afetar milhares de pessoas, que se juntaram esta quarta-feira num protesto contra a falta de água, que está a afetar sobretudo a zona da Costa da Caparica. Nesse sentido, pedem ainda a demissão da presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros.