Cruz Vermelha alerta no Parlamento para dívida de 1,5 milhões de euros do INEM

A prestação de serviços nunca foi suspensa, garantiu o presidente da Cruz Vermelha.
Cruz Vermelha alerta no Parlamento para dívida de 1,5 milhões de euros do INEM

O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) alertou esta quinta-feira para dívidas superiores a 1,5 milhões de euros do INEM, mas garantiu que nunca suspendeu a prestação de serviços, mantendo a sua missão com "sentido de responsabilidade institucional", avança a Lusa.

"Apesar dos atrasos nos pagamentos das prestações de serviços realizadas e reconhecidas pelo INEM, que nesta altura ultrapassam o valor de 1,5 milhão de euros, a CVP nunca suspendeu os serviços que lhe foram solicitados no âmbito do SIEM [Sistema Integrado de Emergência Médica]", disse António Saraiva.

O responsável falava na comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para apurar responsabilidades durante a greve no final de 2024 e a relação das tutelas políticas com o instituto desde 2019.

Segundo António Saraiva, os atrasos nos pagamentos das prestações de serviços reconhecidas pelo INEM, que já ultrapassam 1,5 milhões de euros, "correspondem a cerca de três meses de faturação".

O dirigente lembrou ainda que a CVP assegura "aproximadamente 6 a 8% do total de serviços nacionais de emergência pré-hospitalar", salientando que, em 2025, foram realizadas cerca de 88 mil intervenções.

Durante a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar, entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024, a CVP não registou "qualquer ocorrência extraordinária" que limitasse a sua atuação.

Nesse período de paralisação, registaram-se 12 mortes, três das quais associadas a atrasos no socorro, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

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