Uma criança de 3 anos foi salva pelos bombeiros da Ajuda, em Lisboa, na manhã da passada terça-feira, após ter sido levada ao quartel pelos familiares em aparente paragem cardiorrespiratória. Apesar de ser um caso com um final feliz, a polémica não faltou.
António Pereira, comandante dos bombeiros da Ajuda, explicou que "a prioridade dos bombeiros foi privilegiar o transporte da menor, que estava sem reação, desmaiada", citado pelo Correio da Manhã. Acrescentou ainda que tinha sido feito um contacto para o INEM, mas que "o operador disse que não ia abrir uma ficha de emergência, porque a família deveria ter primeiro ligado para o INEM".
De acordo com o comandante, o quartel aguarda por uma explicação do INEM sobre a situação, já que, apesar de "reconhecer que o protocolo obriga sempre a contactar o INEM", a situação era sensível.
Já o INEM confirma ter recebido o contacto da família da criança pelas 09h10 de terça-feira. No entanto, de acordo com o que relataram ao mesmo jornal, a família terá desligado a chamada antes de responder às questões colocadas pelo CODU. A mesma fonte afirma ter sido feito posteriormente um contacto para os bombeiros da Ajuda: "Foi dito que a criança estava inanimada, a receber oxigénio, e que já tinha sido feito transporte para um hospital".
O INEM justifica assim que a atribuição da ficha CODU não chegou a existir pois essa "pressupõe a recolha de informação clínica mínima validade".