Correio humano detido em Lisboa com droga suficiente para 8.500 doses

Mulher de 27 anos transportou estupefaciente desde a América do Sul, parte do qual escondido no interior do organismo. PJ alerta para riscos graves para a vida.
Correio humano detido em Lisboa com droga suficiente para 8.500 doses

A Polícia Judiciária (PJ) identificou e deteve uma cidadã estrangeira fortemente suspeita da prática do crime de tráfico de estupefacientes, depois de ter transportado para Lisboa, a partir de um país da América do Sul, uma quantidade de droga considerada suficiente para a composição de pelo menos 8.500 doses individuais.

Em comunicado, a PJ revela que, “dada a sua extrema pureza”, o produto estupefaciente apreendido permitiria obter milhares de doses para consumo. Parte da droga seguia escondida no interior do organismo da detida, um método associado a elevados riscos para a saúde e para a vida.

Segundo a mesma nota, “parte do produto estupefaciente apreendido foi transportado no interior do organismo da detida”, confirmando o recurso ao chamado correio humano, uma prática recorrente nas redes internacionais de tráfico.

A arguida, uma mulher de 27 anos, foi presente a primeiro interrogatório judicial e acabou por ficar em prisão preventiva. De acordo com a PJ, “foi presente a primeiro interrogatório judicial de arguido detido perante a autoridade judiciária competente para aplicação de medida de coação, tendo-lhe sido aplicada a de prisão preventiva”.

A detenção ocorreu no âmbito da atividade regular desenvolvida pela Polícia Judiciária para travar a entrada de droga em território nacional. A força policial sublinha que esta atuação visa “a prevenção e repressão da introdução de produtos estupefacientes em território nacional”.

No comunicado, a PJ deixa ainda um alerta para os perigos associados a este tipo de crime, lembrando que, “pese embora os elevados riscos para a vida humana, as redes criminosas continuam a recrutar correios humanos”, recorrendo sobretudo a jovens adultos em situação de fragilidade económica ou emocional.

As organizações criminosas, acrescenta a PJ, aliciam estas pessoas “com avultadas quantias monetárias e, ao mesmo tempo, com falsas informações quanto aos efetivos riscos que irão enfrentar, incluindo para a sua vida”.

A investigação, conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária, prossegue.