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O consumo de drogas ilícitas está a diminuir em Lisboa e Porto, mas a tendência não é uniforme em todo o país. Em Almada, os indicadores seguem no sentido oposto, com sinais de aumento em várias substâncias.
Os dados constam de um estudo recente da Agência da União Europeia sobre Drogas, que analisa o consumo através da presença de resíduos nas águas residuais em dezenas de cidades europeias.
De acordo com o relatório, Lisboa e Porto registaram uma descida no consumo de drogas como a cocaína e o MDMA (ecstasy), acompanhando uma tendência de redução já observada em análises anteriores. No caso da capital, os níveis destas substâncias afastam-se agora dos valores mais elevados registados no passado.
Já no Porto, apesar da descida generalizada, foi identificada uma ligeira subida na deteção de cetamina, ainda assim com expressão reduzida no contexto europeu.
Em contraciclo, Almada apresenta uma evolução distinta, com aumento nos indicadores associados a várias drogas estimulantes, incluindo cocaína, anfetaminas e MDMA, ultrapassando mesmo o Porto em alguns desses parâmetros.
No que diz respeito à canábis, a substância mais consumida na Europa, as três cidades portuguesas analisadas registaram uma descida, refletindo uma tendência comum.
O estudo europeu baseia-se na análise de amostras recolhidas ao longo de uma semana em estações de tratamento de águas residuais, permitindo traçar padrões de consumo de forma indireta, mas cada vez mais precisa.
A nível europeu, os dados mais recentes apontam para uma redução do MDMA, acompanhada por um aumento da presença de cocaína e cetamina em várias cidades.