Conquistava a confiança das vítimas nas redes sociais e prometia amor e lucros. PJ detém suspeito de burla na operação 'Coração de Ouro'

Investigação da Polícia Judiciária identificou, para já, cinco vítimas lesadas em mais de 60 mil euros. Suspeito criava perfis falsos no Instagram para estabelecer relações de confiança e convencer as mulheres a investir dinheiro.
Conquistava a confiança das vítimas nas redes sociais e prometia amor e lucros. PJ detém suspeito de burla na operação 'Coração de Ouro'

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 28 anos, no concelho de Guimarães, suspeito de usar perfis falsos nas redes sociais para conquistar a confiança de mulheres e convencê-las a investir dinheiro em alegados negócios financeiros que nunca existiram.

A investigação, desenvolvida pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga no âmbito da operação "Coração de Ouro", aponta para a prática dos crimes de burla qualificada e branqueamento.

Relações de confiança terminavam em prejuízos

Segundo a PJ, o suspeito recorria à criação de perfis falsos no Instagram para estabelecer relações de confiança com as vítimas, que, em alguns casos, assumiam uma natureza romântica.

Depois de conquistar essa proximidade, apresentava-se como investidor nos mercados financeiros e prometia elevados retornos, levando as vítimas a realizar transferências bancárias, pagamentos através de MB WAY e outras operações financeiras.

O dinheiro nunca era recuperado e acabava por ser apropriado pelo suspeito.

Mais de 60 mil euros em prejuízos

Até ao momento, a investigação permitiu identificar cinco vítimas e apurar prejuízos superiores a 60 mil euros.

Os investigadores suspeitam, no entanto, que possam existir mais pessoas lesadas, continuando as diligências para identificar eventuais novas vítimas e esclarecer a dimensão do esquema.

Segundo os elementos recolhidos, o arguido não exercia qualquer atividade profissional conhecida e terá gasto uma parte significativa do dinheiro obtido em plataformas de jogo online.

Buscas e apreensão de prova

Durante a operação policial, a PJ realizou uma busca domiciliária e apreendeu diversos elementos que serão agora sujeitos a perícias, podendo reforçar a prova já reunida.

O detido será presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial, no qual serão decididas as medidas de coação.

O inquérito é dirigido pelo Ministério Público da Póvoa de Lanhoso.