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A taxa de conclusão do ensino secundário registou uma forte descida em 2024/2025, ficando abaixo dos níveis verificados antes da pandemia e levantando novos alertas sobre o acesso ao ensino superior em Portugal.
Segundo um estudo do gabinete da secretária de Estado do Ensino Superior, citado pelo jornal Público, a percentagem de alunos dos cursos científico-humanísticos que concluíram o secundário caiu de 90,1% em 2023/24 para 79,4% no último ano letivo.
A quebra coincide com uma redução de cerca de seis mil estudantes colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior em 2025/26.
O relatório indica que a diminuição do número de diplomados no secundário teve impacto direto no universo de candidatos, já que a maioria dos alunos concorre ao superior pouco tempo depois de concluir o 12.º ano.
No conjunto de todas as vias de acesso, o número de novos inscritos no ensino superior terá recuado cerca de 8 mil face ao ano anterior, uma descida próxima de 10%.
Entre os fatores apontados estão a instabilidade nas notas dos exames nacionais, a exigência mínima de duas provas de ingresso, fragilidades no sistema de ação social escolar e a redução progressiva da população jovem.
O estudo refere ainda que a obrigatoriedade de duas provas de ingresso poderá explicar quase metade da quebra registada na primeira fase deste ano, sem evidência clara de melhores resultados académicos.
Os autores alertam que esta tendência poderá comprometer a meta nacional de ter 50% dos adultos entre os 25 e os 34 anos com formação superior até 2030.