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O Colégio Moderno decidiu não avançar com a renovação das matrículas dos alunos do 10.º e 11.º anos que agrediram um estudante universitário iraquiano no passado dia 25 de abril. A informação foi avançada pela revista Sábado.
Há gravações das agressões, que facilitou a identificação de alguns dos suspeitos - rapazes e raparigas entre os 16 e os 17 anos.
Três dos suspeitos foram constituídos arguidos por ofensas à integridade física e nove foram identificados.
A diretora Isabel Soares revela à SIC Notícias que viu as imagens da agressão com "consternação e choque". "O Colégio Moderno repudia completamente este comportamento. Há 90 anos que temos um foco na tolerância, respeito pelo outros e a democracia", sublinha.
Recorde-se que a vítima, identificada como Omar Al-Hayali, de 27 anos, foi violentamente agredida pelos estudantes menores na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa. Omar explicou que um grupo "de cerca de 20 jovens" começou a insultá-lo, tendo ele parado para questionar o "porquê da agressividade". Foi nesse momento cercado e vítima de uma "agressão violenta e coordenada", tendo sido atingido por pedras e garrafas de vidro. O jovem teve de levar 22 pontos.
Omar Al-Hayali é um estudante de psicologia no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), estando em Portugal com estatuto de refugiado há sete anos.
Também a reitoria do ISCTE repudia "qualquer ato de violência e comportamentos xenófobos dirigidos a estrangeiros, sejam turistas, imigrantes ou refugiados".