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A atividade cirúrgica nos hospitais protocolados com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) caiu 7% no segundo semestre de 2025 face ao mesmo período do ano anterior. Já os hospitais de destino registaram um aumento de 4,5%, segundo dados divulgados esta segunda-feira pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
De acordo com o relatório de monitorização dos tempos de espera no SNS, os hospitais protocolados — unidades privadas e sociais com acordos com o sistema público — realizaram 9.963 cirurgias programadas, excluindo intervenções oncológicas e cardíacas.
O incumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) nestas unidades fixou-se em 2,6%, menos 2,2 pontos percentuais do que no segundo semestre de 2024.
No final de dezembro de 2025, estavam 3.316 utentes em espera para cirurgia nos hospitais protocolados, menos 3,4% do que no período homólogo, com uma taxa de incumprimento dos prazos legais de 1,8%.
Já os hospitais de destino — que recebem doentes encaminhados através de vale cirurgia ou notas de transferência emitidas por hospitais públicos — realizaram 13.312 cirurgias programadas, um aumento de 4,5%.
Apesar do crescimento da atividade, estes hospitais apresentaram uma taxa de incumprimento dos TMRG de 26,8%, acima da registada em 2024.
Segundo a ERS, havia 6.092 utentes em espera para cirurgia nestas unidades no final do ano, sendo que 16% já tinham ultrapassado os limites legais de espera.
Na cirurgia oncológica, os hospitais protocolados realizaram apenas 72 intervenções, menos 30,8% face ao período homólogo, com incumprimento dos tempos máximos de resposta em 19,4% dos casos.
Nos hospitais de destino foram realizadas 268 cirurgias oncológicas, com uma taxa de incumprimento de 50,4%.
Os hospitais públicos continuaram, ainda assim, a concentrar praticamente toda a atividade nesta área, realizando 34.771 cirurgias oncológicas, o equivalente a 99% do total.
A ERS sublinha que, globalmente, a atividade cirúrgica oncológica caiu 2,7% face ao segundo semestre de 2024, sobretudo devido à redução da atividade nos hospitais públicos e protocolados.
O regulador destaca, no entanto, que houve uma diminuição generalizada das taxas de incumprimento dos tempos máximos de resposta nos vários tipos de prestadores.
Durante o período analisado, apenas 7,7% dos 3.493 vales cirurgia e notas de transferência emitidos resultaram efetivamente em operações realizadas, embora esse valor represente uma melhoria de 3,5 pontos percentuais face ao ano anterior.
Entre os utentes operados através destes mecanismos, 78% foram tratados em hospitais privados e 22% em instituições do setor social.
Segundo os dados da Entidade Reguladora da Saúde, mais de 20% dos doentes operados em hospitais públicos ultrapassaram os tempos legais de espera definidos para o respetivo nível de prioridade clínica.