A circulação na Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa foi entretanto retomada esta manhã, depois de várias horas de constrangimentos provocados por uma rutura numa conduta de água e por um incidente que obrigou à evacuação de cerca de 700 passageiros de um comboio imobilizado junto à estação de Chelas.
Segundo o Correio da Manhã, tudo começou cerca das 17h22 desta segunda-feira quando uma rutura numa conduta da EPAL, nas imediações da estação da Encarnação, provocou uma acumulação significativa de água na via. A situação levou à interrupção da circulação entre Chelas e o Aeroporto, uma vez que não estavam reunidas as condições de segurança necessárias para manter o serviço naquele troço.
Com toda esta situação e debaixo do túnel já há muito tempo, um passageiro acabou por forçar a abertura de uma das portas e entrou na via férrea, sendo seguido por outras pessoas. Perante a presença de passageiros nos carris, o Metropolitano procedeu de imediato ao corte da corrente elétrica, suspendendo temporariamente toda a circulação na Linha Vermelha por razões de segurança.
"Os restantes passageiros que se encontravam dentro do comboio foram, entretanto, evacuados com o apoio dos agentes do ML em total segurança.", explica a empresa em declarações à mesma fonte.
Centenas de passageiros evacuados
Numa das composições retidas junto à estação de Chelas, cerca de 700 passageiros foram retirados através do túnel, numa operação acompanhada por equipas do Metropolitano, Bombeiros Sapadores de Lisboa e Polícia de Segurança Pública (PSP).
Durante a espera, alguns passageiros sentiram-se mal devido ao calor acumulado no interior das carruagens.
Reparação permitiu reposição do serviço
A EPAL avançou com os trabalhos de reparação da conduta ainda durante a noite, enquanto equipas técnicas do Metropolitano realizaram inspeções à infraestrutura para garantir que estavam reunidas as condições de segurança.
Após concluídas essas operações, a circulação na Linha Vermelha foi totalmente restabelecida.
Passageiro identificado
A PSP identificou o homem que inicialmente abandonou a carruagem e entrou na via. Segundo o Metropolitano de Lisboa, a empresa optou por não apresentar procedimento criminal relativamente ao passageiro.