Cidadã moçambicana morre em Portugal durante depressão Kristin

De acordo com a embaixadora de Moçambique em Lisboa, outros nove cidadãos moçambicanos permanecem internados desde 31 de janeiro, depois de terem inalado gases tóxicos provenientes de um gerador.
Cidadã moçambicana morre em Portugal durante depressão Kristin

Uma cidadã moçambicana de 28 anos morreu em Portugal durante a passagem da depressão Kristin, confirmou esta terça-feira a embaixadora de Moçambique em Lisboa, adiantando que as circunstâncias da morte estão a ser investigadas pelas autoridades portuguesas.

Segundo a diplomata Stella Pinto, o corpo da jovem, natural de Maputo e residente em Portugal há menos de um mês, deu entrada no hospital de Leiria, tendo posteriormente sido transferido para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra para a realização de autópsia, com o objetivo de apurar as causas do óbito. A morte ocorreu no mesmo período em que o país foi afetado pela tempestade Kristin.

Ainda de acordo com a embaixadora, outros nove cidadãos moçambicanos permanecem internados desde 31 de janeiro, depois de terem inalado gases tóxicos provenientes de um gerador que se encontrava em funcionamento no interior da habitação onde estavam. As vítimas foram socorridas pelos bombeiros e encaminhadas para o Hospital Bernardino Lopes de Oliveira, em Alcobaça.

Portugal continental foi atingido, entre 22 e 28 de janeiro, por três tempestades consecutivas — Ingrid, Joseph e Kristin — sendo esta última a mais destrutiva. O mau tempo provocou pelo menos dez mortos (direta e indiretamente) e causou danos significativos, sobretudo nos distritos de Leiria e Coimbra.

Perante a gravidade da situação, o Governo decretou o estado de calamidade em 69 concelhos até ao próximo domingo e anunciou um pacote de apoio que pode ascender a 2,5 mil milhões de euros.

De acordo com informações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) à Agência Lusa, foram registadas mais de 11.800 ocorrências desde o início da tempestade Kristin, incluindo quedas de árvores e de estruturas, inundações e movimentos de massa, com maior incidência nas regiões de Coimbra, Leiria, Oeste, Lisboa e Beira Baixa.

As autoridades alertam para a manutenção de condições meteorológicas adversas nos próximos dias, com vento forte e agitação marítima associados à depressão Leonardo. Estão também previstas inundações em zonas urbanas, cheias, deslizamentos de terras, piso escorregadio e riscos acrescidos na orla costeira e na rede viária.