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Portugal continental continua a sentir os efeitos da ciclogénese explosiva Kristin, após dias marcados por tempestades consecutivas. Segundo Patrícia Marques, meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), “[a depressão] já está em Espanha praticamente, apesar de ainda se fazer sentir algum vento, principalmente na região sul e nos distritos mais do interior, como Castelo Branco e Guarda”.
A especialista afirma que “no resto do território parece que o pior já passou e a situação tem tendência a ir melhorando ao longo da manhã”. A zona centro foi a mais afetada, com rajadas que atingiram 150 km/h no Cabo Carvoeiro, 146 km/h em Ancião e 142 km/h no aeródromo de Leiria. No Algarve, Faro registava 100 km/h e as serras valores até 130 km/h.
A depressão Kristin provocou ainda chuva intensa, neve em algumas regiões do interior e agitação marítima, levando a Proteção Civil a declarar estado de prontidão especial de nível 4 na orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal. Durante a tempestade, registaram-se duas vítimas mortais, uma em Vila Franca de Xira, atingida por uma árvore caída sobre a viatura que conduzia, e outra em Monte Real, na sequência da queda de uma estrutura metálica.
O IPMA classifica a tempestade como “ciclogénese explosiva”, termo usado para depressões de intensidade excecional, tanto em vento como em chuva. Para os próximos dias, a meteorologista alerta que algumas regiões, sobretudo no interior e no sul, ainda podem registar vento forte, mas a tendência é para estabilização progressiva.