A polémica começou logo quando foi anunciado: um plano para o Dia da Mãe que lhe podia sair caro. A ideia seria ser um piquenique num dos parques mais emblemáticos da capital para celebrar um dia especial com quem lhe deu vida: tirando que, para isso, teria de gastar entre 150 e 300 euros.
O "Bilhete Experiência", o mais barato, incluía acesso ao recinto, dez pratos exclusvios de restaurantes da Avenida da Liberdade e uma garrafa de vinho. Já o "Bilhete Premium", de 300 euros, incluía a "experiência completa" para duas pessoas, com os mesmos pratos, sendo que podia levar o "cesto de vime" para casa, oferecido pela organização.
A acrescentar a estes valores (e à polémica), a Câmara Municipal de Lisboa de Carlos Moedas atribuiu 75 mil euros à empresa responsável pelo "Chic Nic". De acordo com o autarca, o valor destinava-se apenas aos momentos musicais do dia 3 de maio que, segundo ele, eram acessíveis a todos - quem tinha o bilhete mais caro, tinham visão privilegiada para o palco).
O Público revelou ainda que o evento foi organizado por um colaborador de Carlos Moedas na noite eleitoral das autárquicas.
Muitas foram as críticas, incluindo da oposição, que pediu ao autarca "sensibilidade social" considerando que o evento era apenas para "os ricos".
Apesar das críticas, é um evento que a organização pretende que se volte a realizar já no próximo ano.