Cerca de 700 portugueses regressaram do Médio Oriente devido ao conflito

Regresso dos portugueses foi assegurado através de voos organizados pelo Estado e também por ligações comerciais
Cerca de 700 portugueses regressaram do Médio Oriente devido ao conflito

Cerca de 700 cidadãos portugueses já regressaram a Portugal provenientes da região afetada pelo conflito no Médio Oriente,.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas explicou que o regresso dos portugueses foi assegurado através de voos organizados pelo Estado e também por ligações comerciais.

Três voos organizados pelo Estado português

De acordo com Emídio Sousa, foram realizados três voos de repatriamento organizados pelo Estado, dois deles pela Força Aérea Portuguesa e um pela TAP Air Portugal.

No primeiro voo chegaram 24 cidadãos portugueses, integrados num grupo total de 39 pessoas resgatadas da região.

No segundo voo, operado pela TAP, regressaram 139 portugueses, enquanto no terceiro, que chegou na segunda-feira, 54 cidadãos portugueses voltaram ao país.

Voos comerciais também ajudam no regresso

Segundo o secretário de Estado, quando se somam os portugueses que regressaram em voos comerciais de companhias como a Emirates e a Etihad Airways, o número total aproxima-se já das 700 pessoas.

Governo ajuda cidadãos a sair da região

O governante sublinhou que o Governo português tem acompanhado a situação e tem facilitado transporte terrestre para ajudar cidadãos portugueses a alcançar aeroportos e apanhar voos de regresso, mesmo quando estes são comerciais.

Para já, não estão previstos novos voos de repatriamento organizados pelo Estado, até porque o último voo que chegou a Portugal ainda tinha lugares disponíveis que não foram utilizados.

Conflito no Médio Oriente

O atual cenário de instabilidade começou depois de EUA e Israel terem lançado um ataque militar contra o Irão a 28 de fevereiro, operação na qual morreu o líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Em resposta, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo, e lançou ataques contra alvos em Israel e contra bases norte-americanas e outras infraestruturas na região.

Este estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima no mundo, além de uma parte significativa do comércio global de gás natural liquefeito.