Relacionados
Cerca de 10 mil quilómetros da rede viária florestal foram já desobstruídos nas regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, no âmbito de uma operação de prevenção de incêndios rurais, revelou esta sexta-feira o responsável do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO).
Segundo Elísio Oliveira, a rede viária florestal nacional ultrapassa os 56 mil quilómetros, tendo sido identificados mais de 12 mil quilómetros que necessitavam de intervenção urgente. Até ao momento, cerca de 10 mil quilómetros já foram efetivamente limpos e desobstruídos.
“Não são números absolutos, são um processo evolutivo”, afirmou o responsável, acrescentando que mais de 41 mil hectares de floresta foram afetados por tempestades recentes, o que agravou a necessidade de intervenção no terreno.
A operação do CIPO tem como objetivo principal reduzir o risco de incêndio rural antes do verão, numa altura em que a acumulação de material combustível e árvores caídas representa um fator crítico.
O trabalho envolve a remoção de vegetação e detritos, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria dos acessos, essenciais para a resposta operacional em caso de incêndio.
De acordo com o responsável, a intervenção segue três níveis de prioridade: primeiro, a desobstrução da rede viária florestal para garantir acesso rápido das equipas de socorro; segundo, a proteção das zonas de interface urbano-rural junto a habitações; e terceiro, a intervenção em manchas florestais com maior risco de propagação de incêndios.
“O mais urgente é salvaguardar a vida humana”, sublinhou Elísio Oliveira, citado pela agência Lusa, referindo que a estratégia foi definida com base em critérios técnicos e científicos.
Na mesma conferência de imprensa, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, garantiu que o CIPO não tem prazo fixo para terminar a sua missão, podendo prolongar-se ou ser reforçado em caso de agravamento do risco de incêndios.
O governante afirmou ainda que o objetivo da operação é acelerar um trabalho estrutural que poderá demorar anos, assegurando maior capacidade de resposta e proteção das populações.
O Comando Integrado de Prevenção e Operações integra várias entidades, incluindo a proteção civil, forças armadas, bombeiros, GNR e organismos florestais, numa resposta coordenada à gestão do risco de incêndio rural.