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Há novos desenvolvimentos relacionados com o caso do jovem de 15 anos que confessou ter assassinado a mãe na passada quarta-feira, em Algés.
De acordo com o comunicado da Polícia Judiciária, o menor agiu num contexto de "eventuais maus tratos físicos e psicológicos mantidos pela vítima em relação aos dois filhos". A mulher tinha ainda uma filha, de quatro anos.
O jovem será presente esta sexta-feira ao Tribunal de Família e Menores para aplicação das medidas cautelares adequadas.
Recorde-se que a mulher, de 33 anos, foi encontrada morta na passada quinta-feira, após o filho ter realizado um golpe "mata-leão", uma técnica de estrangulamento e imobilização originária de artes marciais tradicionais.
Fonte da PSP confirmou à agência Lusa que o jovem terá confessao às autoridades "ter discutido com a mãe" no dia antes e que "durante a noite efetuou um mata-leão, provocando-lhe a morte".
"A vítima, cidadã estrangeira com 33 anos, progenitora do agressor foi alvo de interação física agressiva e fatal mantida pelo próprio filho no interior da residência da família, vindo a falecer no local da ocorrência", indica o comunicado da PJ.
A investigação prossegue à responsabilidade da PJ, que procura esclarecer o motivo do crime. No entanto, o Correio da Manhã avança que o jovem estaria sinalizado pela Comissão de Proteção de Menores e já tinha pedido para ser institucionalizado, denunciando maus tratos por parte da progenitora à sua irmã de quatro anos, incluindo ameaças de morte.
O mesmo jornal avança que o pai das crianças está detido por violência doméstica.