A Linha de Cascais pode vir a ter transporte gratuito para residentes, trabalhadores e estudantes do concelho. A possibilidade foi defendida pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, após o anúncio de que esta será a primeira linha ferroviária do país a avançar para um modelo de subconcessão.
Em declarações à agência Lusa, o autarca considerou que a decisão do Governo “vai ao encontro daquilo que é uma visão” que tem defendido para o município.
Autarca quer integrar comboio com transportes gratuitos do concelho
Para Nuno Piteira Lopes, a mobilidade deve ser encarada como um serviço essencial e deve incentivar mais pessoas a optar pelos transportes públicos.
“O objetivo é poder ter cada vez mais pessoas a utilizar o transporte público, cada vez mais pessoas a utilizar a ferrovia”, afirmou.
O presidente da Câmara de Cascais defende que a Linha de Cascais deve ser articulada com a rede rodoviária municipal e admite avançar com a gratuitidade do transporte ferroviário para determinados utilizadores.
“Possa ser integrado com aquilo que já é o transporte público gratuito dos autocarros em Cascais, e que se possa avançar também com a gratuidade, para todos aqueles que trabalham, vivem ou estudam no concelho, na própria Linha de Cascais”, afirmou.
Municípios devem ter palavra na gestão da linha
A Linha de Cascais atravessa os concelhos de Cascais, Oeiras e Lisboa. Para o autarca, essa realidade justifica uma participação mais próxima dos municípios na definição do futuro modelo.
“A Linha de Cascais é uma linha que atravessa três municípios, Cascais, Oeiras e Lisboa, e, por isso, é importante que estes municípios tenham uma palavra a dizer naquilo que serão os termos de uma futura concessão da linha”, explicou.
Embora ainda não sejam conhecidos os detalhes da subconcessão, Nuno Piteira Lopes considera que o anúncio representa um avanço importante.
A autarquia pretende assumir a gestão operacional e comercial da linha, incluindo as estações, e espera que o processo avance rapidamente.
O presidente da Câmara de Cascais defende que o futuro modelo deve ser avaliado pela qualidade do serviço prestado aos passageiros.