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Se estava a contar com o transporte da Carris na próxima segunda-feira, deve estar atento: um plenário de trabalhadores irá coincidir nesse dia, podendo afetar os serviços de transporte.
Manuel Leal, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) que a circulação de autocarros "obviamente sofrerá algum impacto", embora sublinha que não vai ser significativo e que o plenário se realizará entre as 10h00 e as 15h00, "horário de menor necessidade".
"Não é isso que queremos, nem pouco mais ou menos, até porque vamos realizar a discussão entre os trabalhadores numa altura do dia em que não há uma necessidade tão grande em termos de transportes públicos", reiterou em declarações à agência Lusa.
O plenário, que se realizará na estação de Miraflores, em Oeiras, coloca em causa uma "atualização salarial inaceitável" e a "estagnação do processo de negociação". "No quadro que nós traçámos, os objetivos centrais para o processo deste ano não estão a ser atingidos por causa desta estagnação no processo. Nós estamos unicamente com uma proposta (...) de atualização salarial que é completamente inaceitável nos termos em que está", afirmou.
A proposta da empresa refere-se a "quatro anos, com uma com uma equalização salarial em cada um destes quatro anos de 1% acima do valor da inflação, com um mínimo garantido de 60 euros"."Claramente, importa atingir um aumento real dos salários, a continuação do caminho para as 35 horas, assim como avançar para a unificação das tabelas salariais que hoje existem na empresa numa única tabela", reiterou Manuel Leal.
A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) considera a proposta do Conselho de Admnistração "uma proposta plurianual para um horizonte de quatro anos, com uma atualização salarial baseada no valor anual da inflação, acrescido de 1%, com um mínimo de 60 euros, assim como a síntese das matérias de natureza não pecuniária, que a empresa diz terem sido objeto de acordo e que foram enviadas aos sindicatos no final do mês de abril".
A empresa de transportes Carris não respondeu a pedidos de comentário por parte da Lusa.