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"Continuaremos a acompanhar uma situação que ainda é bastante sensível e preparados para, a cada momento, responder com as medidas que se revelem as mais adequadas para os nossos munícipes", disse Carlos Moedas (PSD), em resposta escrita à agência Lusa.
Questionado sobre se a governação PSD/CDS-PP/IL vai apresentar alguma proposta de apoio aos munícipes e empresas do concelho afetadas pelas recentes intempéries, depois de a vereação do PS ter defendido a criação de um programa municipal de emergência "Lisboa Protege+", o autarca do PSD respondeu que "este não é o tempo para demagogia e oportunismo político".
"Este é o momento de agir e é isso que eu e a minha equipa continuaremos a fazer", reforçou Carlos Moedas.
A vereação do PS em Lisboa defendeu hoje a criação de um programa municipal de emergência para apoiar famílias, comércio local, associações, coletividades desportivas e equipamentos afetados pelas recentes intempéries, com a dotação inicial de 3 milhões de euros, referindo que a proposta será apresentada na sexta-feira, na reunião privada do executivo municipal.
Em resposta à agência Lusa, o presidente da Câmara de Lisboa disse que a principal prioridade no momento tem sido a recuperação das múltiplas estruturas, infraestruturas, equipamentos, pavimentos, candeeiros, retirada de árvores caídas, entre outros, que têm afetado o espaço público da cidade.
Todo o levantamento de estragos e prejuízos tem vindo a ser feito com prontidão e, infelizmente, com o número de danos materiais a aumentar de dia para dia, na sequência das condições meteorológicas severas com que o país se tem debatido, continua a ser realizado", adiantou.
O autarca realçou ainda o trabalho de prevenção e preparação que a capital tem feito "para estes cenários mais complexos" de intempéries, através de "um conjunto de obras absolutamente decisivas e que complementam, desde já, o Plano Geral de Drenagem de Lisboa", que está a ser implementado.
"São disso exemplos o túnel de Sete Rios em que, graças a um novo troço, se evitam as cheias na zona das Laranjeiras, que durante tantos anos fustigaram este ponto da cidade", expôs, destacando também o funcionamento de uma bacia de retenção na Praça de Espanha e um novo coletor no Beato, assim como o reforço dos coletores da Avenida de Berna e da zona do Martim Moniz, que estão a contribuir para evitar cheias.
"Não podemos comparar situações que, até ao momento, nada têm a ver com outras situações complexas e da necessidade de apoios a pessoas e comerciantes como as que a cidade viveu nas cheias de 2022", frisou.