segunda-feira, 09 mar. 2026

Carlos Moedas diz que recentes intempéries em Lisboa não se comparam com cheias de 2022

Moedas afirma que as ocorrências registadas no município são, "felizmente, na sua larga maioria relacionadas apenas com vias de circulação, pavimentos e infraestruturas".
Carlos Moedas diz que recentes intempéries em Lisboa não se comparam com cheias de 2022

"Continuaremos a acompanhar uma situação que ainda é bastante sensível e preparados para, a cada momento, responder com as medidas que se revelem as mais adequadas para os nossos munícipes", disse Carlos Moedas (PSD), em resposta escrita à agência Lusa.

Questionado sobre se a governação PSD/CDS-PP/IL vai apresentar alguma proposta de apoio aos munícipes e empresas do concelho afetadas pelas recentes intempéries, depois de a vereação do PS ter defendido a criação de um programa municipal de emergência "Lisboa Protege+", o autarca do PSD respondeu que "este não é o tempo para demagogia e oportunismo político".

"Este é o momento de agir e é isso que eu e a minha equipa continuaremos a fazer", reforçou Carlos Moedas.

A vereação do PS em Lisboa defendeu hoje a criação de um programa municipal de emergência para apoiar famílias, comércio local, associações, coletividades desportivas e equipamentos afetados pelas recentes intempéries, com a dotação inicial de 3 milhões de euros, referindo que a proposta será apresentada na sexta-feira, na reunião privada do executivo municipal.

Em resposta à agência Lusa, o presidente da Câmara de Lisboa disse que a principal prioridade no momento tem sido a recuperação das múltiplas estruturas, infraestruturas, equipamentos, pavimentos, candeeiros, retirada de árvores caídas, entre outros, que têm afetado o espaço público da cidade.

Todo o levantamento de estragos e prejuízos tem vindo a ser feito com prontidão e, infelizmente, com o número de danos materiais a aumentar de dia para dia, na sequência das condições meteorológicas severas com que o país se tem debatido, continua a ser realizado", adiantou.

O autarca realçou ainda o trabalho de prevenção e preparação que a capital tem feito "para estes cenários mais complexos" de intempéries, através de "um conjunto de obras absolutamente decisivas e que complementam, desde já, o Plano Geral de Drenagem de Lisboa", que está a ser implementado.

"São disso exemplos o túnel de Sete Rios em que, graças a um novo troço, se evitam as cheias na zona das Laranjeiras, que durante tantos anos fustigaram este ponto da cidade", expôs, destacando também o funcionamento de uma bacia de retenção na Praça de Espanha e um novo coletor no Beato, assim como o reforço dos coletores da Avenida de Berna e da zona do Martim Moniz, que estão a contribuir para evitar cheias.

"Não podemos comparar situações que, até ao momento, nada têm a ver com outras situações complexas e da necessidade de apoios a pessoas e comerciantes como as que a cidade viveu nas cheias de 2022", frisou.

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