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A partir de 12 de agosto, as cápsulas de café passam a ser oficialmente classificadas como embalagens ao abrigo do novo Regulamento Europeu sobre Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR), publicado pela União Europeia. A alteração cria uma base comum para a gestão destes resíduos, mas não muda, para já, a forma como devem ser descartados em Portugal.
Segundo o regulamento, disponível no portal oficial da União Europeia (https://eur-lex.europa.eu/), as cápsulas deixam de ser consideradas parte do produto e passam a ter o estatuto legal de embalagem, o que poderá influenciar os sistemas de recolha, reciclagem e a responsabilidade dos fabricantes.
O que muda para os consumidores?
Apesar da nova classificação, não deve começar já a colocar as cápsulas no ecoponto amarelo.
A aplicação prática dependerá das orientações das autoridades nacionais e das entidades responsáveis pela gestão de resíduos. Em Portugal continuam a existir diferentes soluções, incluindo pontos de recolha disponibilizados por algumas marcas, municípios e operadores.
Porque continua a ser difícil reciclá-las?
As cápsulas de café são compostas por alumínio ou plástico, mas contêm também restos de café, o que torna a reciclagem mais complexa.
Na maioria dos casos é necessário separar os materiais para que:
O alumínio ou plástico possa ser reciclado.
Os resíduos de café sejam encaminhados para compostagem.
Há mais mudanças a caminho
O regulamento europeu prevê ainda outras medidas para reduzir resíduos de embalagens, mas algumas só entram em vigor em 2030.
Entre elas estão o fim de várias embalagens monodose utilizadas em hotéis, restaurantes e cafés, como pequenas doses de ketchup, açúcar, sal, champô ou gel de banho.