Canadiano infetado com hantavírus viajou com tripulação portuguesa

A DGS garante que não existe, para já, qualquer "evidência de transmissão secundária" para a população em Portugal.
Canadiano infetado com hantavírus viajou com tripulação portuguesa

As autoridades de saúde portuguesas estão a acompanhar um caso de hantavírus associado a um voo que contou com tripulação portuguesa, após um cidadão canadiano infetado ter sido transportado numa operação de repatriamento entre Tenerife e o Canadá.

A Direção-Geral da Saúde garantiu, em comunicado, que não existe, para já, qualquer "evidência de transmissão secundária" nem risco acrescido para a população em Portugal.

Segundo a DGS, a operação aérea envolveu uma aeronave com 12 tripulantes portugueses, responsáveis pelo repatriamento de cidadãos canadianos a partir de Tenerife. O passageiro infetado estava associado ao navio MV Hondius, onde foi identificado um surto de hantavírus.

Foram, de imediato, adotadas medidas de proteção durante o voo, incluindo o uso de máscaras respiratórias pelos passageiros e de máscara cirúrgica e luvas pela tripulação. Após o desembarque, a aeronave foi sujeita a procedimentos de descontaminação.

De acordo com a DGS, o cidadão canadiano terá começado a apresentar sintomas no dia 14 de maio, quatro dias depois da realização do voo de repatriamento.

Trata-se de uma situação que está a ser acompanhada em articulação com entidades internacionais de saúde pública, sublinhando que o risco de transmissão permanece reduzido.

O hantavírus é uma doença rara normalmente transmitida através do contacto com urina, saliva ou fezes de roedores infetados. Em casos mais graves, pode provocar complicações respiratórias severas.

A variante Andes do hantavírus, associada a este caso, é uma das poucas variantes em que já foram registados episódios limitados de transmissão entre humanos, embora considerados raros.

Até ao momento, não foram identificados casos suspeitos entre os tripulantes portugueses envolvidos na operação aérea.