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A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) iniciam terça-feira uma campanha de sensibilização dedicada à segurança de peões, ciclistas e utilizadores de trotinetas elétricas.
A iniciativa, intitulada “Na estrada, todos somos vulneráveis”, decorre entre 21 e 27 de abril e inclui ações de fiscalização em todo o país, incidindo sobretudo em passadeiras, cruzamentos, ciclovias e zonas de tráfego misto.
De acordo com um comunicado conjunto das autoridades, divulgado esta segunda-feira, o objetivo passa por alertar para comportamentos de risco diretamente associados ao aumento da sinistralidade grave. No caso dos peões, destacam-se práticas como atravessar fora das passadeiras ou sem atenção, ignorar a sinalização luminosa, circular fora dos locais destinados e utilizar telemóveis ou auscultadores durante a travessia.
Já entre ciclistas, condutores de velocípedes e utilizadores de trotinetas elétricas, as autoridades alertam para infrações como circular em contramão, desrespeitar semáforos e sinais de trânsito, não sinalizar manobras, circular em passeios e não utilizar equipamentos de visibilidade, como luzes ou coletes refletores, além da ausência de capacete — cuja utilização é recomendada.
Quanto aos condutores de automóveis, os principais comportamentos de risco incluem não ceder passagem a peões nas passadeiras, excesso de velocidade — sobretudo em meio urbano —, ultrapassagens sem respeitar a distância mínima de 1,5 metros e falta de atenção em zonas com maior circulação pedonal, como áreas urbanas e proximidade de escolas.
As autoridades sublinham ainda a importância de verificar ângulos mortos durante manobras e evitar o estacionamento indevido junto a passadeiras, que compromete a visibilidade e segurança.
De acordo com dados divulgados pela ANSR, PSP e GNR, entre 2022 e 2024 morreram 327 peões e 94 utilizadores de velocípedes em acidentes rodoviários. A maioria ocorreu dentro de localidades e em estradas secundárias, tendo sido ainda registados 1.626 feridos graves.
“As suas consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos seguros por todos os utilizadores da estrada”, sublinham as autoridades, reforçando que a sinistralidade rodoviária não é inevitável.