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A subida das temperaturas nos próximos dias já está a mobilizar as autoridades de saúde e de proteção civil. A Direção-Geral da Saúde (DGS) prepara a ativação do plano de contingência para enfrentar os efeitos do calor extremo, enquanto o Governo reforça os apelos à prevenção perante o agravamento do perigo de incêndios.
A chegada de uma massa de ar quente e seco deverá manter-se em Portugal pelo menos até domingo, com várias regiões a poderem registar valores muito elevados e alguns cenários a apontarem para máximas acima dos 45 graus Celsius.
O cenário levou o ministro da Administração Interna a reunir estruturas de prevenção e acompanhamento, numa altura em que as condições meteorológicas aumentam a preocupação das autoridades.
Quatro sinais de alerta no território
O risco resulta da conjugação de vários fatores que podem facilitar a propagação de incêndios: temperaturas elevadas, ausência de humidade, vento e uma vegetação que apresenta condições favoráveis à combustão.
A situação surge depois de um inverno com períodos de chuva intensa, que contribuiu para o crescimento da vegetação em várias zonas do país. Com a chegada do calor e do tempo seco, essa matéria vegetal pode transformar-se num combustível adicional em caso de ignição.
O Governo admite reforçar medidas de prevenção caso as condições se agravem e mantém a monitorização da evolução meteorológica.
Ministro pede responsabilidade aos cidadãos
Perante a possibilidade de dias de maior risco, o ministro da Administração Interna deixou um apelo à colaboração da população.
“Somos um coletivo”, afirmou, defendendo que a prevenção dos incêndios depende também dos comportamentos individuais.
As autoridades continuam particularmente atentas aos fogos com origem criminosa. Desde o início do ano, foram detidas cerca de 120 pessoas suspeitas de provocar incêndios. Em todo o ano passado, o número de detenções chegou às 155.
Saúde reforça proteção perante temperaturas elevadas
Além do perigo de incêndios, o calor extremo representa um risco para a saúde pública, levando a DGS a preparar medidas específicas de acompanhamento.
O plano de contingência prevê uma resposta focada na proteção das populações mais vulneráveis e na redução dos impactos associados às temperaturas elevadas.
A exposição prolongada ao calor, a desidratação e o agravamento de problemas de saúde existentes são algumas das principais preocupações das autoridades durante períodos de calor intenso.
Portugal entra assim numa fase de maior vigilância, com a evolução das temperaturas e das condições no terreno a determinar os próximos passos das entidades responsáveis.