terça-feira, 21 jul. 2026

Calor extremo leva DGS a ativar plano de contingência

Portugal prepara resposta a uma semana de temperaturas elevadas. Autoridades temem que a combinação de calor, vento e seca aumente o risco de incêndios.
Calor extremo leva DGS a ativar plano de contingência

A subida das temperaturas nos próximos dias já está a mobilizar as autoridades de saúde e de proteção civil. A Direção-Geral da Saúde (DGS) prepara a ativação do plano de contingência para enfrentar os efeitos do calor extremo, enquanto o Governo reforça os apelos à prevenção perante o agravamento do perigo de incêndios.

A chegada de uma massa de ar quente e seco deverá manter-se em Portugal pelo menos até domingo, com várias regiões a poderem registar valores muito elevados e alguns cenários a apontarem para máximas acima dos 45 graus Celsius.

O cenário levou o ministro da Administração Interna a reunir estruturas de prevenção e acompanhamento, numa altura em que as condições meteorológicas aumentam a preocupação das autoridades.

Quatro sinais de alerta no território

O risco resulta da conjugação de vários fatores que podem facilitar a propagação de incêndios: temperaturas elevadas, ausência de humidade, vento e uma vegetação que apresenta condições favoráveis à combustão.

A situação surge depois de um inverno com períodos de chuva intensa, que contribuiu para o crescimento da vegetação em várias zonas do país. Com a chegada do calor e do tempo seco, essa matéria vegetal pode transformar-se num combustível adicional em caso de ignição.

O Governo admite reforçar medidas de prevenção caso as condições se agravem e mantém a monitorização da evolução meteorológica.

Ministro pede responsabilidade aos cidadãos

Perante a possibilidade de dias de maior risco, o ministro da Administração Interna deixou um apelo à colaboração da população.

“Somos um coletivo”, afirmou, defendendo que a prevenção dos incêndios depende também dos comportamentos individuais.

As autoridades continuam particularmente atentas aos fogos com origem criminosa. Desde o início do ano, foram detidas cerca de 120 pessoas suspeitas de provocar incêndios. Em todo o ano passado, o número de detenções chegou às 155.

Saúde reforça proteção perante temperaturas elevadas

Além do perigo de incêndios, o calor extremo representa um risco para a saúde pública, levando a DGS a preparar medidas específicas de acompanhamento.

O plano de contingência prevê uma resposta focada na proteção das populações mais vulneráveis e na redução dos impactos associados às temperaturas elevadas.

A exposição prolongada ao calor, a desidratação e o agravamento de problemas de saúde existentes são algumas das principais preocupações das autoridades durante períodos de calor intenso.

Portugal entra assim numa fase de maior vigilância, com a evolução das temperaturas e das condições no terreno a determinar os próximos passos das entidades responsáveis.