quarta-feira, 22 jul. 2026

Calor agrava-se: aviso vermelho é alargado a mais dois distritos e já abrange 12

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera elevou esta sexta-feira de 10 para 12 o número de distritos sob o nível máximo de alerta. As temperaturas podem atingir os 44 graus e o aviso mantém-se em vigor até domingo.
Calor agrava-se: aviso vermelho é alargado a mais dois distritos e já abrange 12

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alargou esta sexta-feira para 12 o número de distritos de Portugal continental sob aviso vermelho devido ao calor extremo. O nível máximo de alerta estará em vigor até às 23h00 de domingo, numa altura em que o país enfrenta uma das mais intensas ondas de calor dos últimos tempos.

Os distritos de Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Setúbal, Leiria, Aveiro, Coimbra, Braga, Porto e Viana do Castelo passam a estar abrangidos pelo aviso vermelho, o mais elevado na escala de avisos meteorológicos do IPMA.

As previsões apontam para temperaturas máximas que poderão atingir os 44 graus Celsius em algumas regiões do território continental, acompanhadas por noites tropicais, com valores mínimos entre os 24 e os 28 graus.

Governo mantém situação de alerta

Perante o agravamento das condições meteorológicas, o Governo declarou na quinta-feira a situação de alerta em Portugal continental, medida que se mantém até segunda-feira.

Entre as decisões adotadas está a proibição da utilização de maquinaria em atividades agrícolas durante o período de maior risco, procurando reduzir a probabilidade de ignições numa altura em que também aumenta o perigo de incêndio rural.

DGS reforça recomendações aos municípios

Face ao calor intenso, a Direção-Geral da Saúde (DGS) pediu aos municípios que reforcem as medidas de proteção da população, destacando o "papel de proximidade essencial" das autarquias na preparação e resposta às ondas de calor.

A autoridade de saúde recomenda a identificação e acompanhamento das pessoas mais vulneráveis, através de contactos preventivos e, sempre que possível, de visitas domiciliárias.

Entre as restantes medidas sugeridas estão a criação de espaços temporários de abrigo e arrefecimento, a disponibilização de água potável e o reforço do funcionamento de equipamentos climatizados, como bibliotecas e piscinas municipais.

A DGS aconselha ainda o aumento das zonas de sombra em espaços públicos, a instalação de estruturas temporárias de sombreamento e a adaptação dos horários dos trabalhos municipais realizados ao ar livre.

As autarquias são igualmente chamadas a assegurar uma articulação permanente com as autoridades de saúde, bombeiros, forças de segurança, Cruz Vermelha Portuguesa, Segurança Social e restantes instituições de apoio social.

Hospitais ativam planos de contingência

Na resposta ao aumento das temperaturas, os hospitais portugueses ativaram o nível mais baixo dos respetivos planos de contingência, preparando-se para um eventual aumento da procura dos serviços de saúde associado aos efeitos do calor extremo.