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O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO Proteste ficou 5,17 euros mais barato na última semana, naquela que é a maior descida registada desde o início do ano. Ainda assim, comprar os mesmos produtos custa atualmente 251,29 euros, mais 11,34 euros do que há um ano.
De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pela associação de defesa do consumidor, o cabaz registou entre 15 e 22 de julho uma descida semanal de 5,17 euros, fixando-se nos 251,29 euros.
A cesta inclui produtos de várias categorias, entre carne, peixe, congelados, frutas e legumes, laticínios e mercearia. Entre os artigos monitorizados estão peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.
Brócolos, café e pão de forma lideram aumentos numa semana
Apesar da descida global do cabaz, alguns produtos registaram aumentos significativos de preço entre 15 e 22 de julho.
Os brócolos tiveram a maior subida percentual, de 12%, passando a custar 3,40 euros. Seguiu-se o café torrado moído, que aumentou 10%, para 4,93 euros.
O pão de forma sem côdea ficou 9% mais caro, atingindo os 2,55 euros.
Cabaz continua mais caro do que no início do ano
Apesar da descida registada na última semana, o cabaz alimentar continua acima do preço observado no início de 2026.
Segundo a DECO Proteste, no início do ano era possível comprar os mesmos 63 produtos por menos 9,46 euros, o equivalente a uma diferença de 3,91%.
A comparação com julho de 2025 mostra também uma subida. Há um ano, o mesmo conjunto de produtos custava menos 11,34 euros, ou seja, era 4,73% mais barato.
A diferença é ainda mais expressiva quando comparada com o início de 2022. Nessa altura, os consumidores gastavam menos 63,59 euros para comprar exatamente os mesmos produtos, uma diferença de 33,88%.
Couve-coração, bacalhau e perca do Nilo estão entre os produtos que mais subiram
Na comparação com o mesmo período do ano passado, alguns alimentos destacam-se pelas maiores subidas de preço.
A couve-coração aumentou 27%, para 1,72 euros, enquanto o bacalhau graúdo ficou 24% mais caro, custando atualmente 19,22 euros por quilograma.
A perca do Nilo registou uma subida de 23%, para 12,21 euros por quilograma.
Carne de novilho, bacalhau e ovos acumulam maiores aumentos desde 2022
Desde 5 de janeiro de 2022, os aumentos acumulados são ainda mais expressivos em alguns produtos essenciais.
A carne de novilho para cozer lidera as subidas, com um aumento de 123%, para 12,96 euros por quilograma.
Segue-se o bacalhau graúdo, cujo preço aumentou 81%, para 19,22 euros por quilograma, e os ovos, que registaram uma subida de 76%, custando atualmente 2,01 euros.
Os dados da DECO Proteste mostram assim que, apesar da descida semanal registada no preço global do cabaz, o custo dos bens alimentares permanece significativamente acima dos valores registados no início de 2022 e continua a pesar no orçamento das famílias portuguesas.