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As buscas pelo diretor administrativo do restaurante de luxo Well, em Vale do Lobo, continuam mais de uma semana depois do desaparecimento de Ricardo Claro.
Amigos e familiares juntaram-se este fim de semana para realizar buscas com drones. Os voos estão a ser feitos entre Olhão e Vale do Lobo, zona onde trabalhava o gestor. Este domingo, estiveram mais de 40 voluntários nas buscas, procurando em poços e casas abandonadas na zona, de acordo com informação da CMTV.
O caso
Ricardo Claro, de 50 anos, foi visto pela última vez em Faro, no dia 13 de março, após ter ido a casa da mãe para jantar. Depois disso, foi a irmã que deu o alerta de que o irmão teria sido raptado, por não o conseguirem contactar, e que teriam sido feito levantamentos das quantias máximas diárias através dos seus cartões bancários.
O seu carro foi encontrado dias mais tarde em Olhão, na mesma zona onde o telemóvel de Ricardo Claro terá tido sinal pela última vez.
Junto ao carro foram ainda encontrados dois casacos, um molho de chaves e fita adesiva dentro de um caixote do lixo. A chave do carro foi encontrada por crianças na mesma rua, e entregue às autoridades.
O suspeito detido
Um homem de 39 anos foi detido poucos dias depois do desaparecimento de Ricardo Claro. O detido trabalhava no restaurante de luxo do qual Ricardo era sócio e, depois de ser ouvido no Tribunal de Instrução Criminal de Faro, admitiu que tinha raptado o gestor, mas que não o teria matado.
No entanto, acusou outros dois homens brasileiros que estariam envolvidos no crime, de "terem perdido o controlo". O já detido diz que "apenas o queria roubar". Além dos levantamentos das contas bancárias de Ricardo Claro, foi ainda roubado o cofre do restaurante, que a polícia acredita que o gestor terá sido obrigado a entregar aos suspeitos.
A polícia revelou que os dois homens estão em fuga, mas que já saíram de Portugal, em direção a Madrid e, acredita-se, com destino ao Brasil.