terça-feira, 09 jun. 2026

Burlões fazem-se passar por autoridades e bancos. GNR deteta quase mil casos em três meses

Chamadas, mensagens e contactos que parecem autênticos continuam a fazer vítimas. Só nos primeiros três meses do ano, a GNR registou perto de mil burlas em todo o país.
Burlões fazem-se passar por autoridades e bancos. GNR deteta quase mil casos em três meses

A GNR registou, nos primeiros três meses do ano, quase mil casos de burla ligados a falsos funcionários, falsos agentes da autoridade e fraudes informáticas.

Segundo os dados divulgados pela guarda, foram sinalizadas cerca de 300 situações em que os autores se fizeram passar por representantes de bancos, serviços públicos ou forças policiais. A estes somam-se mais de 670 burlas informáticas, em que os suspeitos conseguiram obter dados pessoais das vítimas de forma ilícita. No âmbito destas investigações, foram detidas duas pessoas.

Entre os casos identificados, contam-se 44 situações em que os burlões fingiram ser funcionários bancários e 36 em que se apresentaram como elementos da GNR, da PSP ou da PJ.

A GNR alerta para a crescente sofisticação destes esquemas, que recorrem a técnicas de manipulação psicológica e ao chamado spoofing, um método que permite falsificar a origem de chamadas, mensagens ou emails, criando a aparência de um contacto oficial.

Perante o aumento deste tipo de crimes, a GNR reforça que nenhuma entidade bancária ou organismo público pede códigos de segurança, palavras-passe ou transferências urgentes por telefone ou SMS. A recomendação é desconfiar de contactos inesperados, evitar clicar em ligações suspeitas e nunca fornecer dados pessoais ou bancários sem confirmar primeiro a autenticidade do contacto.