quarta-feira, 09 set. 2026

Burlas por 'falsos acidentes' disparam e causam prejuízo de 72 mil euros

A GNR registou 30 denúncias no primeiro semestre de 2026, com o prejuízo acumulado a aproximar-se do total do ano passado. Os idosos são os alvos preferenciais deste crime, que recorre a simulações de colisões e extorsão imediata para roubar dados bancários
Burlas por 'falsos acidentes' disparam e causam prejuízo de 72 mil euros

Na primeira metade de 2026, as burlas por “falsos acidentes” causaram um prejuízo acumulado de 72.540 euros às vítimas, perto do valor total de 2025 (77 480 euros), informou esta sexta-feira a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Num comunicado, a GNR alertou para a “crescente sofisticação” da simulação de acidentes de viação, tendo sido registado um caso em que o prejuízo atingiu 15.450 euros.

A dimensão dos prejuízos revela “um agravamento substancial”, sublinhou a Guarda, impulsionado pela utilização de novos métodos de extorsão e pelo acesso direto aos cartões e códigos bancários dos lesados

A GNR prevê que o impacto financeiro global de 2026 “venha a ultrapassar largamente” o do ano passado.

Entre janeiro e junho, a Guarda contabilizou 30 denúncias deste fenómeno, o que representa um aumento de 15,4% face aos 26 casos reportados em igual período de 2025.

O distrito de Faro lidera a incidência em 2026 com seis ocorrências, seguindo-se Lisboa, Porto, Viseu e Beja.

Neste crime, os suspeitos simulam colisões inexistentes para exigir pagamentos imediatos e aceder a contas bancárias das vítimas.

“A escolha deliberada de condutores com mais de 60 anos constitui uma estratégia central dos burlões”, sublinhou a GNR.

“Os suspeitos exploram a vulnerabilidade emocional, o receio de complicações legais e a menor familiaridade com métodos de pagamento eletrónico, visando um público que tipicamente detém maior disponibilidade financeira imediata”, acrescentou a Guarda.