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Um homem de 58 anos foi constituído arguido pela Guarda Nacional Republicana (GNR) por deixar sem assistência médico-veterinária um cão que tinha sido vítima de um atropelamento há cerca de cinco dias, de acordo com a agência Lusa.
Em comunicado, a GNR refere que recebeu uma denúncia a reportar a existência de um canídeo em situação de sofrimento, "com emissão contínua de uivos há vários dias".
Os militares foram ao local e apuraram que o animal teria sido vítima de um atropelamento, encontrando-se sem assitência veterinária.
"No local, foi possível constatar que o animal, com cerca de 15 anos, encontrava-se confinado num canil em condições precárias, evidenciando sinais de sofrimento e aparente paralisia dos membros posteriores", acrescenta.
Sublinha ainda a ausência de água disponível e a inexistência de qualquer identificação eletrónica (microchip), registo ou documentação sanitária obrigatória.
"Face à gravidade da situação, foi estabelecido contacto com a Autoridade Veterinária Municipal de Braga, tendo o animal sido recolhido e encaminhado para unidade veterinária, para avaliação clínica e prestação dos cuidados necessários", refere ainda o comunicado.
O suspeito foi constituído arguido, indiciado pelo crime de maus-tratos a animais de companhia, tendo os factos sido remetidos ao Tribunal Judicial de Braga.