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A Polícia Judiciária, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, deteve um homem de 34 anos, “marido da avó da vítima”, por estar “fortemente indiciado da prática do crime de abuso sexual de crianças agravado”, sobre um menino de dois anos, num caso ocorrido em Sintra.
Segundo o comunicado da PJ, os factos tiveram lugar no seio do agregado familiar, composto pelo menor, os pais, a avó paterna e o companheiro desta.
Segundo as autoridades, o suspeito terá atuado quando ficou sozinho com a criança. “Aproveitando a criança ter ficado aos seus cuidados, durante pouco mais de 20 minutos, o agressor levou-a para o seu próprio quarto, onde praticou os abusos sexuais”, lê-se no comunicado.
Os sinais de alerta surgiram no próprio dia, quando o bebé se queixou de dores e tinha uma "laceração na região genital”, refere a autoridade.
Os pais contactaram a linha Saúde 24, tendo a criança sido encaminhada para o hospital, onde foi realizada “a perícia médico-legal de natureza sexual por um perito do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses”.
A investigação avançou de imediato. “Após comunicação da situação ao Piquete da PJ, a Secção de Investigação de Crimes Sexuais deslocou-se ao local e realizou as diligências necessárias e urgentes junto da vítima e dos seus familiares”, pode ler-se.
As diligências permitiram reunir prova considerada relevante. “Em resultado das diligências investigatórias realizadas, a PJ conseguiu reunir fortes elementos indiciadores da prática do crime pelo suspeito, tendo procedido à sua detenção”.
O detido será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.