Aumento do retorno voluntário de imigrantes em Portugal em 2025

Mais de 750 imigrantes em situação irregular regressaram voluntariamente aos seus países de origem em 2025, registando um crescimento de 283% em comparação com 2024, destacando o esforço da PSP na gestão de imigração.
Aumento do retorno voluntário de imigrantes em Portugal em 2025

Mais de 750 imigrantes em situação irregular em Portugal regressaram voluntariamente ao país de origem em 2025,. O número é quase quatro vezes superior ao registado em 2024.

De acordo com um balanço da Polícia de Segurança Pública (PSP), 758 cidadãos estrangeiros optaram pelo retorno voluntário no último ano, o que representa um aumento de 283% face a 2024, ano em que se contabilizaram 198 regressos.

Desde que assumiu a responsabilidade pela área do retorno de estrangeiros, a PSP tem privilegiado a saída voluntária em detrimento do afastamento forçado, promovendo um processo considerado mais assistido, humanitário e digno para imigrantes em situação irregular.

“Durante o ano passado, após várias sessões de formação na área do aconselhamento ministradas na PSP e com o reforço de especialistas de retorno no âmbito do plano de implementação assinado com a Frontex, foi possível garantir que mais de 750 pessoas regressassem aos seus países de origem com o apoio das autoridades portuguesas e europeias”, refere a polícia.

A PSP realizou também 276 processos de afastamento em 2025, mais 101 do que no ano anterior, correspondendo a um aumento de 58%. Destes processos, 161 referem-se a expulsões judiciais, 69 a afastamentos coercivos, 21 a conduções à fronteira e 21 a situações de inadmissibilidade.

A polícia sublinha que o retorno voluntário está disponível para todos os cidadãos e famílias de países fora da União Europeia que vivam em Portugal e pretendam regressar aos seus países de origem, mas não disponham de meios financeiros ou condições para o fazer de forma autónoma.

Segundo a PSP, mais de metade dos processos de expulsão de estrangeiros em 2024 e 2025 envolveram cidadãos brasileiros.

Com a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), há mais de dois anos, várias competências foram redistribuídas. O controlo das fronteiras aéreas passou para a PSP, que, desde 21 de agosto do ano passado, alargou ainda mais as suas atribuições com a criação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF).

Além da segurança aeroportuária e do controlo fronteiriço, que inclui o Centro de Instalação Temporária (CIT) do Porto e os espaços equiparados existentes nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, a UNEF passou também a ser responsável pelas operações de afastamento, readmissão e retorno de pessoas em situação irregular, competências anteriormente atribuídas à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).