quinta-feira, 11 jun. 2026

Ataque cibernético à plataforma Canvas afeta utilizadores em todo o mundo. Há estudantes portugueses afetados

Em plena época de exames, um ataque cibernético de escala mundial paralisou uma das plataformas de ensino mais utilizadas do mundo. Universidade portuguesa já lançou um alerta.
Ataque cibernético à plataforma Canvas afeta utilizadores em todo o mundo. Há estudantes portugueses afetados

A plataforma educacional Canvas, utilizada por mais de 30 milhões de utilizadores diariamente, foi alvo de um ataque informático realizado pelo grupo de piratas digitais ShinyHunters.

O ataque está a provocar desordem em escolas e universidades de todo o mundo, ao ter o acesso bloqueado aos estudantes em plena época de exames finais.

Os ShinyHunters ganharam destaque em 2020 com o suposto roubo de mais de 200 milhões de registos de dados de 13 empresas. No caso da plataforma Canvas, exigiam agora um resgate sob a ameaça de divulgação de dados pessoais.

Uma vez que a empresa se recusou a pagar, os criminosos cumpriram com a ameaça. A primeira grande consequência pública foi a publicação de um documento extenso no site de fuga de dados do grupo, escondido nas profundezas da dark web.

O ficheiro lista nove mil instituições afetadas. Foi partilhado por um utilizador do Reddit, aparentemente sem ligação ao grupo, e que garante apagá-lo no dia 1 de outubro de 2026.

Os hackers acrescentaram também no mesmo documento que aqueles que desejassem impedir a divulgação dos dados deveriam entrar em contato para um acordo: o prazo para tal é dia 12 de maio.

O Impacto em Portugal

Entre as nove mil entidades estão universidades portuguesas, como a Universidade Europeia, IPAM-Lisboa e IPAM-Porto, agrupadas sob o nome da entidade instituidora, Ensilis.

No entanto, a nota oficial publicada pela universidade IADE, garante que este incidente não teve impacto nos sistemas internos da universidade. Isso significa que as redes da própria escola, secretarias e servidores financeiros continuam seguros - a falha aconteceu exclusivamente nos servidores externos da empresa Instructure, o Canvas.

Afinal, que dados foram roubados?

As informações que estavam dentro da "sala de aula virtual" do Canvas foram comprometidas. A empresa e as universidades afetadas confirmaram que os hackers acederam a nomes, apelidos, e-mails institucionais, números de estudante e mensagens diretas trocadas na plataforma. Não há evidências de que palavras-passe, datas de nascimento ou dados financeiros tenham sido roubados.

Ainda assim, as universidades portuguesas já notificaram a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) e alertaram a comunidade para desconfiar de e-mails, SMS ou chamadas suspeitas. Para segurança dos estudantes, não devem clicar em links desconhecidos, uma vez os criminosos podem usar os dados roubados para cometer fraudes.