sexta-feira, 15 mai. 2026

Ataque à Marcha pela Vida tem novos desenvolvimentos: PJ detém suspeito de atirar cocktail molotov

Homem é investigado por crimes ligados a infrações terroristas após ataque durante a Marcha pela Vida, onde estavam famílias, crianças e bebés.
Ataque à Marcha pela Vida tem novos desenvolvimentos: PJ detém suspeito de atirar cocktail molotov

A Polícia Judiciária deteve um homem suspeito de ter arremessado um engenho incendiário improvisado, vulgarmente conhecido como “cocktail molotov”, contra participantes da manifestação Marcha pela Vida, em frente à Assembleia da República.

Em comunicado, a PJ indica que o detido está “indiciado pela tentativa da prática dos crimes de infrações terroristas, detenção de arma proibida, incêndio, explosão e outras condutas especialmente perigosas e de ofensas à integridade física grave”.

Os factos remontam à tarde de 21 de março, quando o suspeito terá lançado o engenho incendiário contra pessoas que participavam no protesto. Entre os presentes encontravam-se “famílias com crianças e bebés”, sublinha a polícia.

A investigação passou entretanto para a Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ, que refere ter realizado “dezenas de diligências com o objetivo de obtenção de meios de prova”, culminando na execução de mandados de detenção e de busca domiciliária.

Durante a operação, foram apreendidos “diversos elementos denunciadores de um móbil ideológico”, acrescenta a autoridade policial, sem adiantar mais detalhes sobre a natureza desses indícios.

Numa fase inicial, após os acontecimentos, o suspeito chegou a ser intercetado pela PSP, no âmbito da resposta imediata no local. Contudo, o aprofundamento da investigação e o enquadramento jurídico posterior dos factos, com suspeitas relacionadas com infrações terroristas, levaram o processo a transitar para a competência da PJ e culminaram agora com a nova detenção.

O arguido será presente no Tribunal Central de Instrução Criminal para interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.

O inquérito é dirigido pelo DCIAP.