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A Polícia Judiciária deteve um homem suspeito de ter arremessado um engenho incendiário improvisado, vulgarmente conhecido como “cocktail molotov”, contra participantes da manifestação Marcha pela Vida, em frente à Assembleia da República.
Em comunicado, a PJ indica que o detido está “indiciado pela tentativa da prática dos crimes de infrações terroristas, detenção de arma proibida, incêndio, explosão e outras condutas especialmente perigosas e de ofensas à integridade física grave”.
Os factos remontam à tarde de 21 de março, quando o suspeito terá lançado o engenho incendiário contra pessoas que participavam no protesto. Entre os presentes encontravam-se “famílias com crianças e bebés”, sublinha a polícia.
A investigação passou entretanto para a Unidade Nacional Contraterrorismo da PJ, que refere ter realizado “dezenas de diligências com o objetivo de obtenção de meios de prova”, culminando na execução de mandados de detenção e de busca domiciliária.
Durante a operação, foram apreendidos “diversos elementos denunciadores de um móbil ideológico”, acrescenta a autoridade policial, sem adiantar mais detalhes sobre a natureza desses indícios.
Numa fase inicial, após os acontecimentos, o suspeito chegou a ser intercetado pela PSP, no âmbito da resposta imediata no local. Contudo, o aprofundamento da investigação e o enquadramento jurídico posterior dos factos, com suspeitas relacionadas com infrações terroristas, levaram o processo a transitar para a competência da PJ e culminaram agora com a nova detenção.
O arguido será presente no Tribunal Central de Instrução Criminal para interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.
O inquérito é dirigido pelo DCIAP.