segunda-feira, 13 abr. 2026

Arrendar casa ainda é possível por menos de 6 euros por metro quadrado em Portugal. Veja onde

Benavente lidera a lista dos municípios mais baratos para arrendar, num ranking dominado por localidades do interior e do litoral norte. Lisboa continua no topo dos preços mais elevados
Arrendar casa ainda é possível por menos de 6 euros por metro quadrado em Portugal. Veja onde

Arrendar casa em Portugal continua a apresentar fortes assimetrias de preços e há ainda zonas onde o custo por metro quadrado fica muito abaixo da média nacional. Benavente surge como o município mais barato do país para arrendar, com um valor mediano de 5,2 euros por metro quadrado, de acordo com uma análise divulgada pelo idealista.

O estudo do marketplace imobiliário revela que o top 5 dos municípios mais acessíveis inclui também Bragança, com 6,7 euros por metro quadrado, Castelo Branco e Santa Maria da Feira, ambos com 7,1 euros, e Viseu, com 7,5 euros.

No total, há 12 municípios onde as rendas se mantêm abaixo dos 9 euros por metro quadrado, confirmando a tendência de preços mais baixos fora dos grandes centros urbanos. Entre estes destacam-se Abrantes, Barcelos, Covilhã, Vila Nova de Famalicão, Ovar, Esposende e Caminha. Também Alcobaça, Valongo, Leiria, Viana do Castelo, Figueira da Foz, Lourinhã, Caldas da Rainha e Ílhavo integram este grupo, ainda que com valores ligeiramente superiores.

O ranking inclui ainda municípios como Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Braga, onde o preço médio de arrendamento se fixa nos 10,2 euros por metro quadrado. Torres Vedras e Peniche surgem logo a seguir, com 10,4 euros.

A análise mostra também uma concentração significativa de municípios mais acessíveis nos distritos de Braga, Leiria e Porto, refletindo uma maior oferta e menor pressão da procura face às áreas metropolitanas.

No extremo oposto, Lisboa mantém-se como o município mais caro para arrendar casa em Portugal, com um valor mediano de 21,7 euros por metro quadrado. Cascais ocupa a segunda posição, com 20,1 euros, seguido de Sines, com 18,6 euros. Loulé e Oeiras completam o grupo dos cinco mais caros, com 17,2 e 17 euros por metro quadrado, respetivamente.

Os dados reforçam o fosso entre o interior e o litoral mais urbano, num momento em que o acesso à habitação continua a ser um dos principais desafios no país.