terça-feira, 16 jun. 2026

Arguido foge do tribunal com manobra de diversão

Detido fugiu do Tribunal de Ponte de Sor durante a preparação de um interrogatório judicial por tentativa de homicídio. Houve disparos dentro e nas imediações do edifício e o tribunal foi encerrado por razões de segurança
Arguido foge do tribunal com manobra de diversão

Um arguido detido conseguiu fugir esta quarta-feira do Tribunal de Ponte de Sor, distrito de Portalegre, durante a preparação de um interrogatório judicial relacionado com crimes de homicídio na forma tentada. O incidente incluiu disparos dentro e nas imediações do edifício judicial.

A informação foi divulgada pela Comarca de Portalegre, que confirmou ter ocorrido um “incidente de segurança” durante o funcionamento do tribunal.

O suspeito conseguiu evadir-se do edifício após uma alegada manobra de diversão e durante a fuga foram efetuados vários disparos no interior e nas proximidades do tribunal, levando à intervenção imediata dos militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) presentes no local.

As autoridades iniciaram de imediato uma perseguição ao arguido, que continuava em fuga até ao momento da divulgação da informação.

Na sequência do incidente, o Tribunal de Ponte de Sor foi encerrado durante o restante período de funcionamento por razões de segurança.

Segundo a comarca de Portalegre, os acontecimentos reforçam as preocupações já anteriormente manifestadas sobre as condições de segurança em vários tribunais da região.

Nos últimos meses, tinham sido registados diversos episódios de distúrbios e agressões associados à presença de grupos rivais em tribunais da comarca, situações que chegaram a exigir intervenção policial.

Face a esses episódios, os órgãos de gestão da comarca pediram o reforço da segurança nos edifícios judiciais, defendendo medidas como a instalação de pórticos detetores de metais, sistemas de videovigilância e o reforço da vigilância presencial nos tribunais considerados mais vulneráveis.

A comarca recorda ainda que, em abril, já tinha alertado para problemas relacionados com a falta de vigilância permanente.

Os factos ocorridos em Ponte de Sor vieram, segundo a mesma entidade, “reforçar a necessidade de assegurar condições de segurança adequadas nos tribunais”, de forma a proteger magistrados, funcionários judiciais, forças de segurança e cidadãos.

O Conselho Superior da Magistratura continuará a acompanhar a situação no âmbito das suas competências.