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Rui Afonso, deputado e líder da distrital do Porto do partido Chega, é acusado por um dos arguidos do grupo 1143 de comprar votos a membros dessa organização para as eleições internas da distrital do partido.
A denúncia foi avançada esta semana pelo jornal Público a partir de declarações recolhidas no âmbito do processo conhecido como Operação Irmandade.
O arguido identificado como Tirso Faria, coordenador do núcleo do grupo 1143 em Santo Tirso, afirma que Rui Afonso terá inscrito dezenas de membros do 1143 no Chega, pago quotas e atribuído quantias em dinheiro para que fossem votar nas eleições internas realizadas em setembro de 2023. Faria refere ao Público que os montantes envolvidos podem ter rondado entre 3 500 e 3 800 euros, segundo a RTP Notícias.
A direção liderada por Rui Afonso saiu vitoriosa nessas eleições, mas não divulgou o número total de votantes, o que tem sido mencionado em reportagens sobre o caso.
A Polícia Judiciária (PJ) terá desmantelado o grupo de extrema direita 1143 a 20 de janeiro, no âmbito de uma operação denominada Operação Irmandade, que resultou em 37 detenções e na constituição de 15 arguidos.
O Ministério Público considera que o grupo promovia ideologia neonazi e estava a preparar-se para ações de violência e incitamento ao ódio, incluindo contra a comunidade muçulmana em Portugal.
Alguns dos suspeitos aguardam agora a continuação do processo em prisão preventiva, enquanto outros foram libertados sob medidas de coação, de acordo com o Correio da Manhã.
Reação do deputado acusado
Rui Afonso negou as acusações, classificando-as como “tricas internas do Chega” e um “verdadeiro disparate”. Em declarações à RTP, e em reação à notícia do jornal Público, afirmou que nunca pagou quotas a ninguém nem inscreveu pessoas com o objetivo de influenciar votos.