sexta-feira, 17 abr. 2026

Apoios às casas destruídas pelas tempestades terminam hoje. Há milhares de processos ainda por decidir

Prazo para candidaturas chega ao fim com atrasos na análise e milhões ainda por distribuir. Governo promete acelerar pagamentos até ao verão.

Termina esta terça-feira o prazo para apresentação de candidaturas aos apoios destinados à reconstrução de habitações próprias e permanentes afetadas pelas tempestades que atingiram Portugal no início do ano, incluindo a depressão Tempestade Kristin.

A data limite foi definida por despacho do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, publicado em Diário da República a 30 de março. O governante comprometeu-se, entretanto, a concluir os processos de atribuição de apoios financeiros até 30 de junho.

“O nosso objetivo é acelerar o processo o mais possível”, afirmou, admitindo, no entanto, que “o dinheiro está a demorar a chegar” aos beneficiários.

Apesar das cerca de 30 mil candidaturas submetidas nos dois meses após a tempestade, apenas 3.200 tinham sido decididas até então, pouco mais de 10% do total. Os apoios pagos rondam os quatro milhões de euros, num universo de 250 milhões disponíveis, distribuídos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.

O impacto do mau tempo foi significativo. As depressões Tempestade Kristin, Leonardo e Marta provocaram pelo menos 19 mortos, além de centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das vítimas mortais ocorreu durante operações de recuperação.

Durante cerca de três semanas, os temporais causaram danos extensos em várias regiões do país, com destruição total ou parcial de milhares de habitações, empresas e infraestruturas. Registaram-se ainda inundações, cortes de energia e comunicações, queda de árvores e estruturas, acumulando prejuízos de vários milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo concentraram a maioria dos danos.